15.3.11

Reforma Íntima



Quando adentrei a Casa Espírita pela primeira vez escutava muito as pessoa falando em reforma íntima. Claro que eu tinha uma vaga noção do que era mas o que eu não sabia era como começá-la. Ainda muito jovem o meu pensamento voava da família,para o trabalho,o lazer ,e a reforma íntima caiu no esquecimento. Não mais especulei como iniciá-la já que as preocupações imediatistas me eram mais importantes.

Aos trinta e dois anos de idade,com quatro filhos (dois casais),tive o meu esposo arrebatado do nosso convívio familiar através da arma de um irmão desequilibrado que nos privou do seu convívio de uma maneira inesperada e brutal.

O que se seguiu daí por diante foi um turbilhão de fatos nos quais me vi engolfada tendo em vista que eu tive que aprender sozinha como lidar com quatro filhos ,contas a pagar, escola,médico e as mil e uma coisas que a vida nos impõe.

Uma tarde quando eu arrumava o armário retirando coisas imprestáveis a fim de gerar espaços para outras coisas que poderiam surgir,me veio à mente a clara e nítida noção da reforma íntima,qual seja,vasculhar o nosso interior buscando neutralizar os vícios e as paixões,com virtudes cujo valor moral nos incitam à busca do crescimento espiritual.

Se somos mentirosos podemos começar uma educação no sentido de nos desvencilharmos deste vício que nada nos acrescenta colocando no seu lugar o hábito de falar a verdade. Assim é com a luxúria,a maledicência,a preguiça,a indiferença ante os necessitados,o rancor,a mágoa etc.

Se realizarmos aquele mergulho no nosso eu mais profundo buscando nos conhecer com lealdade,por certo que conseguiremos detectar quais as nossas prioridades em se tratando de reforma íntima. Claro que tal reforma demanda esforço,perseverança e tempo,até porquê é sabido que a natureza não dá saltos e,pessoa alguma muda de um dia para outro.

Desconfie muito das pessoas que em 24h conseguem mudar totalmente da água para o vinho ou vice-versa.Erradicar vícios e paixões que se cristalizaram na nossa personalidade há milênios,não é tarefa fácil e requer respeito e solidariedade daqueles que assitem ao esforço de quem assim procede. A fala de que "o pau que nasce torto até a cinza é torta" pode ser válida para a madeira mas não para o ser humano dotado de raciocínio,livre arbítrio e vontade.

O encontro profundo entre nós,os nossos vícios e paixões requer de nós a elobaração de um plano de abordagem estabelecendo as prioridades,investindo na erradicação imediata  do que mais nos atormenta e nos prejudica no nosso relacionamento com os demais, aliado a nossa vontade férrea de alcançarmos o nosso objetivo, a mudança de hábitos e a humildade ,para sermos capazes de buscar ajuda onde se fizer necessário e  possamos sair vitoriosos do nosso embate.

As ajudas variam desde um amigo em quem confiamos,um psicólogo,psiquiatra,pastor,padre,Casa Espírita,Igreja etc. O que não podemos é desistir ou deixarmos que o orgulho nos impeça de pedirmos ajuda. Lembrando aqui que às portas nas quais batermos elas se abrirão e tudo que buscarmos nós encontraremos,tanto no plano físico quanto no plano espiritual.

Se te sentes incomodado com algumas caracterísiticas da tua personalidade,inicia logo a arrumação das tuas gavetas internas e joga fora,definitivamente,tudo que te incomoda,colocando nos lugares vazios novos valores com os quais ainda não estás habituado, mas te proporcionarão bem estar e elevação espiritual.


Boa sorte!

bjs,soninha


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