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30.6.17

Efeméride: Chico Xavier


Há 15 anos desencarnava Chico Xavier reconhecido por todos como um emissário da paz. Médium, filantropo e um dos maiores divulgadores da Doutrina Espírita, Francisco Cândido Xavier ultrapassou as barreiras religiosas, provando que todos estão abertos às boas mensagens e exemplos. Psicografou de mais de 412 obras que alcançaram mais de 25 milhões de exemplares publicados somente em língua portuguesa.

De personalidade bondosa, dedicou-se sempre ao auxílio dos mais necessitados. O trabalho em benefício do próximo possibilitou ao médium a indicação, por mais de 10 milhões de pessoas, ao Prêmio Nobel da Paz de 1981. No ano de 2012, Francisco Cândido Xavier foi eleito “O maior brasileiro de todos os tempos”, em evento promovido e realizado pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT)



2.5.11

Ação das Drogas no Corpo Espiritual


 
AÇÃO DAS DROGAS NO CORPO ESPIRITUAL

As drogas liberam componentes tóxicos que impregnam as delicadas engrenagens do perispírito,atingindo-o por largo tempo. Muitas vezes, esse modelador de formas imprime nas futuras organizações fisiológicas, lesões e mutilações que são o resultado dos tóxicos de que se encharcou em existência pregressa.

De ação prolongada, a dependência que gera, desarticula o discernimento e interrompe os comandos do centro da vontade, tornando os seus usuários verdadeiros farrapos humanos, que abdicam de tudo por uma dose, até a consumação total, que prossegue, entretanto, depois da morte...

Além de facilitar obsessões cruéis, atingem os mecanismos da memória, bloqueando os seus arquivos e se imiscuem nas sinapses cerebrais, respondendo por danos irreparáveis

A seu turno, o Espírito registra as suas emanações, através da organização perispiritual,dementando-se sob a sua ação corrosiva. Quando isto ocorre, somente através de futuras reencarnações consegue restabelecer, a contributo de dores acerbas e alucinações demoradas, o equilíbrio que malbaratou.

Nas Fronteiras da Loucura – Manoel P. de Miranda – cap. 11


 
DROGAS E OBSESSÃO  
Vale, ainda, recordar que, adversários desencarnados, que se demoram à espreita das vítimas,utilizam-se dos sonhos e viagens para surgirem na mente do viciado,no aspecto perverso em que se encontram, causando pavor e fixando matrizes psíquicas para as futuras obsessões, em que se repletarão emocionalmente, famelgas da infelicidade em que se transformam.
Após a Tempestade – Joanna de Ângelis



POR QUE O VICIADO SE TORNA INSACIÁVEL?

Após a sessão científica, ia ser projetado outro filme, pois recebemos ordem para continuar pesquisando. Eles tinham notado um ponto nevrálgico no jovem, por onde entidades abasteciam os instintos doentios e se saciavam com as emanações da droga. O garoto era um prato onde quase toda a comida era aproveitada por muitos.

O laboratório espiritual, nessa altura, ampliou o filme e vimos, em tamanho maior, uma cena que nos deixou prostrados. Vampiros inalando as forças vitais do rapaz para reter as toxinas que aquele corpo tinha armazenado. Compreendemos, nesse momento, porque o viciado torna-se insaciável, sempre achando pequenas as doses e cada vez as aumentando mais. É que cada viciado sustenta uma legião!

Saindo dali, chegamos a um local retirado da cidade, onde a música alucinante fazia mal aos ouvidos. A minha surpresa foi tão grande que arregalei os olhos procurando me convencer que não estava no Umbral da Espiritualidade, só percebendo que era a Terra pelas entidades coladas aos jovens encarnados, aspirando junto a eles, as mais estranhas misturas. Tive que fazer força para não me desequilibrar. Ali era o inferno pelo uso dos tóxicos. Irmãos, ninguém poderá imaginar uma cena dessas,apenas aqueles que já a presenciaram. Desprezando o aconchego de seus lares, ali se encontravam eles, expostos ao vento e ao frio,completamente despidos,em verdadeira orgia - o inferno da droga!

Ninguém Está Sozinho – Luiz Sérgio – cap. 8



DROGAS E DESENCARNAÇÃO 
Tem havido casos de toxicomania entre jovens que freqüentam mocidades espíritas. Entre estes, há os que já vieram para a mocidade depois de se terem envolvido com as drogas, mas há os que já participavam de mocidade espírita antes de começarem a usá-las. Uns iniciaram por mera curiosidade,outros por se deixarem envolver em processos obsessivos. Inúmeros espíritos têm retornado ao mundo espiritual prematuramente por causa do abuso dessas drogas e continuam sentindo a necessidade dos seus efeitos, devido à dependência psíquica. Para satisfazerem a essa necessidade imperiosa, aproximamse de encarnados invigilantes e tentam induzi-los ao uso das drogas, para usufruir com eles das sensações que elas proporcionam. É natural que só conseguem o seu intento quando encontram pessoas com tendência para o vício.

Esclarecendo os Jovens – Umberto Ferreira



bjs,soninha

4.4.11

Ana Rosa e a vida depois da vida



Algumas vezes eu representei cenas de perdas de entes queridos em novelas. No dia 17 de novembro de 1995, no velório de minha filha Ana Luisa, nascida em São Paulo no dia 10 de dezembro de 1976, eu não queria acreditar que estivesse vivendo aquilo de verdade.

No dia seguinte, saí para comprar alguns presentes de Natal. Afinal, meus outros seis filhos ainda estavam ali e precisavam da mãe. Mas eu parecia um zumbi. Numa loja, me senti mal. Tontura, fraqueza, parecia que meu peito iria explodir, que eu não iria agüentar tanta dor. Pedi à vendedora que me deixasse sentar um pouco. Eu estava quase sufocando, as lágrimas queriam saltar de meus olhos. Mas eu não queria chorar. Queria esconder minha dor, fazer de conta que aquilo não havia acontecido comigo. Bebi água, respirei fundo e saí ainda zonza.

Eu sempre acreditei que iria terminar de criar minha filha, como todos os outros. Que iria vê-la formar-se em veterinária. Vê-la casada, com filhos. Achava que teria sempre a Aninha ao meu lado.

Um dia, ela me contou que quando era pequena e eu saía pra trabalhar, ela sentia medo de que eu não voltasse. Por isso ficava sempre na porta de casa me olhando até eu sumir de sua vista. Por isso vivia grudada em mim. Imagino que ela já pressentia ainda criança, que iríamos nos separar cedo. Só que foi ela a ir embora. Foi ela que saiu e não voltou mais. Foi ela que me deixou com a sua saudade.

Para amenizar a falta, o vazio que ela deixou, eu ficava horas revendo os vídeos mais recentes com suas imagens. Nossas viagens, festas de aniversários, a formatura da irmã, seu jeitinho lindo tão meu conhecido de sentir vergonha. Ela com o primeiro e único namorado. O gesto característico de arrumar os cabelos. A sua primeira apresentação de piano. Nesse vídeo então, eu ficava namorando suas mãos de dedos longos e finos. Até hoje eu me lembro de cada detalhe das mãos da Aninha. Assim como me lembro de cada detalhe de seus pés, do seu rosto...

Dali pra frente, o que mais me chocava e surpreendia era que todo o resto do mundo continuava igual. Como se nada tivesse acontecido: o sol nascia e se punha todos os dias, as pessoas andavam pelas ruas. O mesmo movimento, barulho. O mundo continuava a girar. Tudo, tudo igual. Só na minha casa, na minha família, dentro de mim, é que nada mais voltaria a ser como antes. Faltava minha filha, Ana Luisa!

Eu passava, quase diariamente, nos lugares comuns: o colégio Imaculada Conceição, em Botafogo. Cinema, lanchonete, restaurante, o metrô, onde tantas e tantas vezes viajamos juntas. A loja das comprinhas, o shopping, o parquinho, o clube onde fazia natação. A praia de Botafogo onde ela foi atropelada, o hospital Miguel Couto, onde passamos as horas mais angustiosas de nossas vidas. O cemitério São João Batista, onde repousam seus restos mortais. Até hoje cada um desses lugares me lembra alguma coisa de minha filha.

Até hoje guardo as lembranças de seus abraços, seus chamegos, o cheirinho da sua pele, o calor, seu carinho e aconchego. Ana vivia literalmente pendurada em mim. Já grandona, maior que eu, mas sempre como se fosse meu nenê pedindo colo.

Saudade. Saudade. Saudade, minha Aninha.

Não fosse a minha fé e a convicção de que a vida não termina com a morte, não fossem os outros filhos que ainda precisavam de mim, acho que teria pirado. Além da família, o trabalho, a terapia e o estudo da doutrina espírita me deram forças para superar a separação e a falta da Ana Luisa.

Sou e serei eternamente grata ao meu Pai do Céu, porque fui agraciada com muitos sinais de que a separação é apenas temporária. Alguns dias após sua passagem entrei em seu quartinho que ficou inundado pelo cheiro de rosas. Instintivamente fui olhar pela janela. Naturalmente o cheiro não vinha de fora. O perfume intenso era só ali dentro.

Um mês depois, no grupo que eu freqüentava no Centro Seara Fraterna, minha filha se manifestou. Ainda meio confusa pela mudança abrupta e repentina, mas já consciente de sua passagem. Naquela noite, o buraco no meu peito que parecia uma ferida sangrando, mudou de aspecto. Continuava a doer, mas a certeza de que minha filha continuava e continua viva em alguma outra dimensão me trouxe uma nova perspectiva. A de que eu poderia chorar pela sua ausência, nunca pelo seu fim.

Dalí pra frente, algumas vezes vi, em outras pressenti, sua essência ao meu lado. No decorrer desses doze anos, recebi, por acréscimo de misericórdia, um bom número de mensagens dela. Uma das últimas foi através de um médium reconhecido, que foi fazer uma palestra num evento que eu apresentava. Sem que eu esperasse ou solicitasse, ele disse que via uma jovem ao meu lado – me descreveu exatamente minha filha - e que ela me apontava para ele dizendo: é esta aqui, ó. Esta é que é a minha mãe.

Quando me sentei, ele disse que ela sentou-se no meu colo. Entre as várias coisas no recado que me mandou, encerrou dizendo que as violetas (enceno a peça “Violetas na janela” há 11 anos) que ela cultiva onde se encontra, não serão colocadas na janela, e sim, serão usadas para fazer um tapete de flores para eu pisar quando chegar lá.


soninha


Religiao Espírita