4.2.17

Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação

VINTE CASOS SUGESTIVOS DE REENCARNAÇÃO compreende uma amostragem extraída do já grande acervo de fatos estudados era vários países pelo Dr. Ian Stevenson. Este cientista possui em seus arquivos cerca de seiscentos casos, dos quais investigou pessoalmente mais de duzentos. Em linguagem técnica, essas ocorrências são designadas com o nome de “memória extra-cerebral”. Como o próprio leitor irá verificar, após inteirar-se do conteúdo deste livro, há inúmeras explicações para a “memória extra-cerebral”. Todavia, para muitos casos há forte evidência a favor da hipótese da reencarnação. Daí o titulo do livra, O ilustre Autor encerra esta obra, com uma Discussão Geral (Cap. VII), na qual examina exaustivamente as hipóteses explicativas do fenômeno da “memória extra-cerebral”. Faz, ainda, uma rigorosa e honesta avaliação dos casos estudados no contexto do livro, concernente à evidência que eles possam aduzir à hipótese da reencarnação e, por conseguinte, da sobrevivência após a morte. Este último capítulo por si só constitui um valioso e profundo trabalho sobre questões avançadas de Parapsicologia, onde o leitor encontrará magistrais lições acerca desse assunto, o lançamento do magnífico livro do Dr Ian Stevenson representa, sem dúvida, um acontecimento auspicioso para o público leitor brasileiro e português e se constitui em legítima contribuição ao desenvolvimento da Parapsicologia em nossa terra.

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Paz e Luz!

Aborto


Pergunta 358 de O Livro dos Espíritos - Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período de gestação?

Resposta - Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando. - Item n° 358, de "O Livro dos Espíritos".

Falamos naturalmente acerca de relações internacionais, sociais, públicas, comerciais, clareando as obrigações que elas envolvem; no entanto, muito freqüentemente marginalizamos as relações sexuais - aquelas em que se fundamentam quase todas as estruturas da ação comunitária.

Esquece-se, habitualmente, de que o homem e a mulher, via de regra, experimentam instintivo horror à solidão e que, à vista disso, a comunhão sexual reclama segurança e duração para que se mostre assentada nas garantias necessárias.

Impraticável, sem dúvida, impor a continuidade da ligação entre duas criaturas, a preço de violência; no entanto, à face das contingências e contratempos pelos quais o carro da união esponsalícia deve passar pelas estradas do mundo, as leis da vida, muito sabiamente, estabelecem nos filhos os elos da comunhão entre os cônjuges, atribuindo-lhes a função de fixadores da organização familiar; com a colaboração deles, os deveres do companheiro e da companheira, no campo da assistência recíproca, se revelam mais claramente perceptíveis e o lar se alteia por escola de aperfeiçoamento e de evolução, em marcha para a aquisição de mais amplos valores do espírito, no Mundo Maior.

De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida.

É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe.

Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor - do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus.

Com semelhantes notas, objetivamos tão-só destacar a expressão calamitosa do aborto criminoso, praticado exclusivamente pela fuga ao dever.

Habitualmente - nunca sempre - somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos.

Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria.

Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência.

Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e de auxílio, fazem-se hoje - e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra - inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problemas, impondo-nos trabalho e inquietação.

Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.


XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Sexo. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 17.

Paz e Luz!

6.1.17

Balada Maternal


Age buscando o bem, alma querida!
Passa na vida a semear dulçores...
Colherás flores em quaisquer caminhos,
Terás carinhos em crisóis de dores!

Tu que não crês no mal, segue cantando,
Bênçãos plantando nos sendais agrestes...
Se tuas vestes mil espinhos rasgam,
Teu peito afagam vibrações celestes!

Se lágrimas rebrilham-te nos olhos,
Vence os abrolhos com gentil sorriso...
Guarda no aviso o coração desperto,
Pois fulge perto o Sol do Paraíso!

Entre os acúleos da escarpada via,
Doce alegria os passos te conduz...
A cruz é a porta de esplendentes eras,
Nas primaveras da celeste luz!

Segue, portanto, coração querido,
sem dar ouvido a mágoas ou temores...
Após as dores da escalada ingente,
Terás somente o amor dos teus amores!


Hernani T. Sant’Anna. 
Pelo Espírito Letícia.

Paz a todos!

30.11.16

Desenvolvimento Mediúnico :Direção dos Trabalhos


O diretor dos trabalhos tem, a seu turno, de agir com discernimento e prudência, conforme a natureza da sessão que preside.

Em geral, para a formação de um bom ambiente, e após, é claro, os entendimentos preliminares com os operadores invisíveis, (o que deve ser feito em ocasiões apropriadas) deve exigir dos presentes a mais perfeita concentração, expungindo de todas as mentes pensamentos e preocupações ligados à vida material.

A sessão é um oásis de repouso para o viandante cansado de seus labores; ali se dessedenta, se recupera e se estimula para novos esforços; mas para que o repouso seja realmente confortador é necessário que o viajante, ao penetrar no recinto, procure se esquecer de suas inquietações e de seus temores e se entregue completamente ao aconchego e à proteção que ele oferece.

A assistência deve ser afastada das mesas de trabalho e em torno destas deve existir uma cadeia fluídica de segurança, formada de elementos capazes de manter uma concentração perfeita e isso para que os médiuns fiquem isolados e a coberto de influências exteriores.

Preleções constantes sobre mediunidade são necessárias, focalizando-se seus diferentes aspectos e a conduta que os médiuns devem manter durante os trabalhos.

Nos casos de incorporação explicar as diferenças que apresentam os três aspectos ‘da faculdade, particularizando seus detalhes. Esclarecer que no caso “consciente” ‘o animismo é circunstância natural e às vezes mesmo favorável, porque se o médium possui cabedal próprio de conhecimentos, maior riqueza de vocabulário e maior facilidade de expressão, tanto melhor transmitirá as idéias que receber do Espírito comunicante. O médium, pois, que tenha confiança em si mesmo certo de que, dentro da corrente e na hora da comunicação, o que vier não será dele mas sim do Espírito comunicante; que não analise o que recebe para transmitir; que fique em estado receptivo e dê ampla vasão às idéias ou pensamentos que receber. (34)
(34) Mais tarde, quando já desenvolvido e entregue aos trabalhos, novos detalhes serão fornecidos a este respeito para o aprimoramento da faculdade. 
No jogo das idéias próprias e daquelas que vêm do Espírito comunicante, deve o médium, desde início, estar vigilante para distinguir uma coisa de outra, estabelecer limites se bem que só o tempo e o tirocínio mediúnico fornecerão elementos seguros dessa distinção.

Ensine-se ao médium, todavia, que do seu sub-consciente pode usar livremente os elementos próprios, no que respeita a palavras, locuções, etc., necessárias à interpretação e transmissão das idéias recebidas telepaticamente, só devendo ressalvar em si mesmo, justamente as idéias, porque estas pertencem ao Espírito comunicante.

Ensine-se-lhe também que quando as idéias fluem livremente, desembaraçadamente, isto é sinal que não pertencem a ele, médium; são transmissões telepáticas e que, toda vez que ele, médium, interfere produz-se  uma síncope, uma pausa, uma interrupção na transmissão, que passa então a desenvolver-se com dificuldade, sem fluidez, forçadamente.

Recomende-se-lhe outrossim que antes de se deixar influenciar se dê a si mesmo sugestões no sentido de não bater nas mesas, não bater os pés e as mãos, não gritar, não gemer, não fazer gestos impulsivos ou violentos, não tomar atitudes espetaculares; enfim exija-se que se conserve calmo, silencioso, confiante, discreto.

Os médiuns devem ser separados em mesas ou grupos diferentes segundo o estado que atingiram no desenvolvimento, devendo ir transitando de uma mesa ou grupo para outro à medida que progridem.

O diretor do trabalho não deve permitir manifestações extemporâneas nem tampouco intervenção de médiuns porventura postados fora da corrente.

É necessário que os médiuns, como já dissemos, saibam distinguir fluidos, uns de outros pois, segundo sua vibração e qualidade, são diferentes. Um mau fluido tem vibração mais pesada, mais lenta e produz efeito desagradável, irritante, ao passo que o bom fluido é suave, repousante, confortador.

Este conhecimento serve, além de outras coisas, para em qualquer caso ou circunstância, distinguir uma entidade manifestante de outra, identificá-la, afastando-a muitas vezes antes que ela possa causar qualquer perturbação.

E ter também em conta que determinada qualidade de fluido afeta determinada região ou órgão do corpo físico, reflexivamente, sendo este também um outro meio de defesa própria, de diferenciação e de identificação de Espíritos.

Outra coisa a recomendar aos médiuns em desenvolvimento é que não se deixem influenciar fora das horas de trabalho mediúnico e sem a devida proteção ambiente, bem como afastar por meio de preces ou ordens mentais positivas e enérgicas, entidades perturbadoras e indesejáveis. 

Ao médium inconsciente deve-se também ensinar que, antes de entregar-se ao transe, não lhe merecendo plena confiança o meio em que se achar, deve ligar-se mentalmente ao protetor individual para que, no caso de ocorrer qualquer imprevisto ou tornarem os trabalhos um rumo inconveniente, possa imediatamente libertar-se do transe. Somente desta forma poderá ele, nestes casos, exteriorizar-se com tranqüilidade e confiança. 

Enfim, nos trabalhos de desenvolvimento, não basta fazer os médiuns sentarem-se à mesa, concentrarem-se e se entregarem cegamente às influências invisíveis; é necessário assegurar-lhes proteção, conselho, orientação adequada e isso só poderá ser feito quando o diretor do trabalho tem conhecimentos suficientes e a autoridade moral necessária.

Livro Mediunidade
Autor Edgard Armond

Paz e Luz!

Desenvolvimento Mediúnico: Na Intimidade do Processo.


Feitas assim estas generalizações, vamos agora ver de que maneira se processa o desenvolvimento em si mesmo. 

Encaremos a primeira fase: — a da adaptação psíquica. 

Posto o médium na corrente magnética inicia-se imediatamente o trabalho de limpeza espiritual, com a dissolução das placas fluídicas, aderidas ao perispírito e advindas do exterior por afinidade vibratória ou do interior, como resultante de seus próprios pensamentos e sentimentos negativos, bem como com o afastamento das entidades perturbadoras ligadas ao médium e atraídas, sempre por afinidade, por suas condições vibratórias internas. 

Tanto essas placas (ou manchas), como as interferências pessoais de obsessores, davam ao perispírito vibrações impróprias, desordenadas, às vezes muito intensas outras vezes muito lentas. que se refletiam no sistema nervoso em geral, produzindo alterações psíquicas e orgânicas. 

Este trabalho de limpeza é feito pelos assistentes espirituais, que lançam mão dos elementos magnéticos positivos extraídos da própria corrente ou de passes e radiações fluídicas pessoais que dirigem sobre o médium. 

Em casos graves, de perturbações muito fortes e quando falham seus próprios recursos, os assistentes recorrem a mananciais de forças de planos superiores, por intermédio de entidades de maior hierarquia, às quais mentalmente se dirigem. 

Assim se consegue, desde os primeiros trabalhos e após sessões continuadas, normalizar a vibração perispiritual, passando então o perispírito, devidamente refeito, a exercer sobre o sistema nervoso e sobre os plexos e glândulas, o domínio normal e as relações pacificas e regulares que caracterizam o indivíduo psiquicamente equilibrado. 

Vejamos agora a segunda fase: a do desenvolvimento propriamente dito. 

Limpo o perispírito de influências impróprias e negativas e normalizadas as relações entre ele e o aparelho nervoso, o campo mediúnico se apresenta, então, em condições de ser exercitado. 

O trabalho, sempre com o auxílio dos elementos já referidos, se resume na intervenção dos agentes espirituais, sobre os órgãos de percepção e de ligação psíquica, principalmente a glândula pineal — para o vegetativo. 

Esses órgãos vão sendo então exercitados pelos operadores Invisíveis, até que obtenham a vibração especial própria da eclosão da faculdade que se tem em vista desenvolver. 

Aos poucos vai o perispírito atingindo esse estado vibratório necessário e aos poucos vão, também, se desenvolvendo e caracterizando as manifestações que produz até que essa capacidade especial vibratória se consolide, se estabilize, se torne espontânea, elástica e flexível, capaz de ressoar harmonicamente a qualquer nota, vamos dizer assim, da. escala vibratória espiritual. 

Chegando a este ponto o médium estará em condições de servir de intermediário a Espíritos de qualquer condição e grau da hierarquia; e estará também em condições de desempenhar sua tarefa por si mesmo, sem perigo de degeneração, com segurança e pleno conhecimento de causa.
(33) Ao que está dito acrescente-se o ensino de Kardec, segundo o qual médium desenvolvido é aquele que somente recebe inspiração de Espíritos superiores. O Codificador quer dizer que desenvolvido está o médium quando produz o trabalho que dele se espera porém, quanto à obediência, à orientação espiritual, somente se submete a protetores e guias de ordem superior.
 O desenvolvimento, tanto na primeira como na segunda fases, pode exigir maior ou menor tempo, segundo o estado moral, o devotamento e a fé que o médium demonstrar desde início; mas depende também e muito do ambiente em que o trabalho se realiza, o qual, não sendo plenamente favorável, pode retardar o processo ou degenerar as faculdades incipientes.

Na primeira fase o mau ambiente, ao invés de limpar, acrescenta elementos contrários ao quadro dos já existentes e atraí novas forças hostís, perturbando ainda mais o médium; e na segunda pode produzir um desenvolvimento desarmônico, num sentido vicioso e inconveniente, levando à formação de médiuns descontrolados, que jamais atingirão um estado satisfatório de eficiência mediúnica.

Em ambientes favoráveis, desde início cedem também, como já vimos, as perturbações de fundo orgânico porque, removidas as placas do perispírito, automàticamente estarão também removidos seus reflexos nos órgãos físicos correspondentes, já que o corpo físico é um duplicado, uma projeção do perispírito, que é a matriz modeladora.

Desde o início do desenvolvimento deve o médium estabelecer e conquistar um padrão o mais perfeito possível de conduta moral, por meio de auto-refreamento e de preces, para que suas vibrações internas se apurem, clarificando e purificando a aura mediúnica.

Tal procedimento ajuda poderosamente o desenvolvimento e sem esse processo interno de auto-purificação, pela reforma moral, nenhum desenvolvimento normal e perfeito será possível ou terá caracter definitivo.


Livro Mediunidade
Autor Edgard Armond


Muita Paz!

A Ponte de Luz


Terminara Jesus a prédica no monte.
Nisso, o apóstolo Pedro se aproxima
E diz-lhe: – Senhor, existe alguma ponte
Que nos conduza ao Alto, ao Céu que brilha muito acima?
Conforme ouvi de tua própria voz,
Sei que o Reino do Amor está dentro de nós…
Mas deve haver, no Além, o País da Beleza,
Mais sublime que o Sol, em fulgor e grandeza…
Onde essa ligação, Senhor, esse divino acesso?


Jesus silenciou, como entrando em recesso
Da palavra de luz que lhe fluía a jorro…
Circunvagou o olhar pelas pedras do morro
E, depois de comprida reflexão,
Falou ao companheiro: – Ouve, Simão,
Em verdade, essa ponte que imaginas
Existe para a Vida Soberana,
Mas temos de atingi-la por estrada
Que não é bem a antiga estrada humana.


– Como será, Senhor, esse caminho?
Tornou Simão a perguntar.
E Jesus respondeu sem hesitar:
– Coração que a escolha, às vezes, vai sozinho,
E quase que não tem
Senão renúncia e dor, solidão e amargura…
E conquanto pratique e viva a lei do bem,
Sofre o assédio do mal que o vergasta e procura
Reduzi-lo à penúria e ao desfalecimento.
Quem busca nesta vida transitória,
Essa ponte de luz para a eterna vitória
Conhecerá, de perto, o sofrimento
E há de saber amar aos próprios inimigos,
Não contará percalços nem perigos
Para servir aos semelhantes,
Viverá para o bem a todos os instantes
E mesmo quando o mal pareça o vencedor,
Confiando-se a Deus, doará mais amor…
E ainda que a morte, Pedro, se lhe imponha,
Na injustiça ferindo-lhe a vergonha,
Aceitará pedradas sem ferir,
Desculpará injúria e humilhação
Se deseja elevar o coração
À ponte para o Reino do Porvir…


Alguns dias depois, o Cristo flagelado,
Entregue à própria sorte
Encontrava na cruz o impacto da morte,
Silencioso, sozinho, desprezado…


Terminada que foi a gritaria
Da multidão feroz naquele dia,
Ante o Céu anunciando aguaceiro violento,
Pedro foi ao Calvário, aflito e atento,
Envergando disfarce…
Queria ver o Mestre, aproximou-se
Para sentir-lhe o extremo desconforto…


Simão chorou ao ver o Amigo morto.


E ao fitá-lo, magoado, longamente
Ele ouviu, de repente,
Uma voz a falar-lhe das Alturas:
– Pedro, segue, não temas, crê somente!…
Recorda os pensamentos teus e meus…
Esta cruz que me arrasa e me flagela
É a ponte que sonhavas, alta e bela,
Para o Reino de Deus.


Espírito Maria Dolores
Médium Chico Xavier

Vida Feliz XXXVII

 

Nunca enganes a ninguém.

A vida é grande cobradora e exímia retribuidora.

O que faças com os outros sempre retornará a ti.

À sementeira sucede a colheita.

Segarás conforme hajas plantado.

Quem engana, ilude, trai, a si próprio se prejudica, desrespeitando-se primeiro e fazendo jus depois aos efeitos da sua conduta reprochável.

Sê honesto para contigo, e, como consequência, para com teu próximo.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Médium Chico Xavier

Assuntos de Tempo


Se você já sabe quão precioso é o valor do tempo, respeite o tempo dos outros para que as suas horas sejam respeitadas.

*

Recorde-se de que se você tem compromissos e obrigações com base no tempo, acontece o mesmo com as outras pessoas.

*

Ninguém evolui, nem prospera, nem melhora e nem se educa, enquanto não aprende a empregar o tempo com o devido proveito.

*

Seja breve em qualquer pedido.

*

Quem dispõe de tempo para conversar sem necessidade, pode claramente matricular-se em qualquer escola a fim de aperfeiçoar-se em conhecimento superior.

*

Trabalho no tempo dissolve o peso de quaisquer preocupações, mas tempo sem trabalho cria fardos de tédio, sempre difíceis de carregar.

*

Um tipo comum de verdadeira infelicidade é dispor de tempo para acreditar-se infeliz.

*

Se você aproveitar o tempo a fim de melhorar-se, o tempo aproveitará você para realizar maravilhas.

*

Observe quanto serviço se pode efetuar em meia hora.

*

Quem diz que o tempo traz apenas desilusões, é que não tem feito outra cousa senão iludir-se.


Pelo Espírito André Luiz
Médium Chico Xavier

21.9.16

Trovas!


Ari, filho de Zefinha,
Guloso como ele só,
Comia porco, galinha,
E outros bichos, sem dó.


O Zequinha da farmácia,
Chamava sua atenção,
"Atrás da carne macia,
Vem males pro coração!"


Mas Ari nem lhe ouvia,
Teimoso feito criança,
A coisa que mais queria,
Era encher sua pança.


No aniversário da Bia,
Comeu feito um condenado,
Logo entrou em agonia,
Com o coração enfartado.


Fica aqui uma lição,
Pra quem come sem medida,
Quem sofre é o coração,
Com excesso de comida!


Espírito Cornélio Pires,
Médium Chico Xavier

Paz e Luz!

15.9.16

Chamados e Escolhidos



Estejamos convencidos de que ainda nos achamos a longa distância do convívio com os eleitos da Vida Celeste; entretanto, pelo chamamento da fé viva que hoje nos trás ao conhecimento superior, guardemos a certeza de que já somos os escolhidos:

- para a regeneração de nós mesmos;
- para o cultivo sistemático e intensivo do bem;
- para o esquecimento de todas as faltas do próximo, de modo a recapitular com rigor as nossas próprias imperfeições redimindo-as;
- para o perdão incondicional, em todas as circunstâncias da vida;
- para a atividade infatigável na confraternização verdadeira;
- para auxiliar os que erram;
- para ensinar aos mais ignorantes que nós; 
- para suportar o sacrifício no amparo aos que sofrem, sem a graça da fé renovadora que já nos robustece o espírito;
- para servir além de nossas próprias obrigações, sem direito àrecompensa;
- para compreender os nossos irmãos de jornada evolutiva, sem exigir que nos entendam;
- para apagar as fogueiras do ódio e da incompreensão, ao preço denossa própria renúncia;
- para estender a caridade sem ruído, como quem sabe que ajudar aos outros é enriquecer a própria existência;
- para persistir nas boas obras sem reclamações e sem desfalecimentos, em todos os ângulos do caminho;
- para negar a nossa antiga vaidade e tomar, sobre os próprios ombros,cada dia, a cruz abençoada e redentora de nossos deveres, marchando, com humildade e alegria, ao encontro da vida sublime...

A indicação honrosa nos felicita.

Nossa presença nos estudos do Evangelho expressa o apelo que flui do Céu no rumo de nossas consciências. Chamados para a luz e escolhidos para o trabalho.

Eis a nossa posição real nas benções do “hoje”. E se quisermos aceitar a escolha com que fomos distinguidos,estejamos certos igualmente de que em breve, “amanhã”, comungaremos felizes com o nosso Mestre e Senhor. 

Do livro "Instrumentos do Tempo", psicografia de Francisco Cândido Xavier pelo espírito 
Emmanuel.

Paz e Luz!