26.4.18




"Ante as portas livres de acesso ao trabalho cristão e ao conhecimento salutar que André Luiz vai desvelando, recordamos prazerosamente a antiga lenda egípcia do peixinho vermelho.
Encantado com as descobertas do caminho infinito, realizadas depois de muitos conflitos no sofrimento, volve aos recôncavos da Crosta Terrestre, enunciando aos antigos companheiros que, além dos cubículos em que se movimentam, resplandece outra vida, mais intensa e mais bela, exigindo, porém, acurado aprimoramento individual para a travessia da estreita passagem de acesso às claridades da sublimação.
O esforço de André Luiz, buscando acender luz nas trevas, é semelhante à missão do peixinho vermelho.
Fala, informa, prepara, esclarece...
Há, contudo, muitos peixes humanos que sorriem e passam, entre a mordacidade e a indiferença, procurando locas passageiras ou pleiteando larvas temporárias.
Esperam um paraíso gratuito com milagrosos deslumbramentos depois da morte do corpo.
"Mas, sem André Luiz e sem nós, humildes servidores de boa vontade, para todos os caminheiros da vida humana pronunciou o Pastor Divino as indeléveis palavras:
- "A cada um será dado de acordo com as suas obras."

- EMMANUEL -



No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul- turquesa.
Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.
Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.
Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.
Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso. 
O peixinho vermelho que nadasse e sofresse.
Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.
Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.
Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.
Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.
À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo: 
- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?"
Optou pela mudança.
Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.
Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...
Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos. 
Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.
Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo. 
Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.
Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.
De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.
Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.
O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.
Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.
Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano.
O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.
Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações?
Não hesitou.
Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.
Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.
Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.
Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lotus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.
Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele. 
Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.
O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceanos e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.
Antes que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.
Ninguém acreditou nele.
Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquelas história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.
O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:
- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."
Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.
Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.
As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...

Retirado do prefácio do livro "LIBERTAÇÃO", de André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Paz e luz!

30.6.17

Efeméride: Chico Xavier


Há 15 anos desencarnava Chico Xavier reconhecido por todos como um emissário da paz. Médium, filantropo e um dos maiores divulgadores da Doutrina Espírita, Francisco Cândido Xavier ultrapassou as barreiras religiosas, provando que todos estão abertos às boas mensagens e exemplos. Psicografou de mais de 412 obras que alcançaram mais de 25 milhões de exemplares publicados somente em língua portuguesa.

De personalidade bondosa, dedicou-se sempre ao auxílio dos mais necessitados. O trabalho em benefício do próximo possibilitou ao médium a indicação, por mais de 10 milhões de pessoas, ao Prêmio Nobel da Paz de 1981. No ano de 2012, Francisco Cândido Xavier foi eleito “O maior brasileiro de todos os tempos”, em evento promovido e realizado pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT)



16.6.17

Roma

Em nossa atual viagem de divulgação do Espiritismo na Europa, iniciada a 9 do corrente, foi-nos proporcionada a oportunidade de enunciar conferências em Paris, Dublin, Londres, Bruxelas, Luxemburgo, Mannheim, Stuttgart, Frankfurt, Haya, Estocolmo, Copenhague, Berlim, Bad Honnef, Colônia e agora estamos em Roma…
A experiência iluminativa vem ocorrendo há 34 anos, em diversas cidades de Portugal, Espanha e Suíça e ainda se prolongará até o próximo dia 8 de junho, em Viena.

O que mais nos surpreende é a velocidade do tempo solar, no seu incessante movimento, que tudo transforma, que tudo altera, dando lugar a renovações e realidades cada vez mais complexas.

A princípio, as conferências eram realizadas com dificuldade em razão do preconceito que vigia nas culturas terrestres contra o Espiritismo e que se foi modificando em razão da profundidade dos conteúdos doutrinários dessa ciência de filosofia e moral de caráter religioso que Allan Kardec codificou e apresentou em Paris no dia 18 de abril de 1857.

Em Roma, todavia, foram inevitáveis as evocações do Cristianismo primitivo, as suas grandiosas e inolvidáveis sagas, o período do martirológio, das perseguições inclementes, encerradas durante o período de Diocleciano, um verdadeiro déspota.

Logo após, com o Edito de Milão em 13 de junho de 313, Constantino tornou a doutrina cristã tolerável e o pensamento se expandiu, influenciando a cultura do Ocidente e, de alguma forma, também, a do Ocidente.

Guardadas as devidas proporções, o Espiritismo, na atualidade, demonstrando a imortalidade da alma, por intermédio das comunicações espirituais e a justiça divina por meio da reencarnação, apresenta-se rico de sabedoria confirmada pelos fatos, trazendo de volta a ética de Jesus para alterar por definitivo a sociedade hodierna.

Numa civilização em que se alcançaram os índices mais elevadas de ciência e tecnologia, não se conseguiu tornar a criatura mais humana e mais feliz.

Os elevadíssimos e alarmantes índices de suicídio, a pandemia da depressão, para citar apenas dois dos muitos males avassaladores, demonstram que o cristão esqueceu do Cristo e que as demais doutrinas religiosas não lograram atingir os seus objetivos: tornarem os homens e as mulheres bem-aventurados!

Vemos, melancolicamente, os escombros daqueles tempos heroicos, e a futilidade, assim como a incoerência, dominando mentes e corações que rumam sem esperança e em terrível solidão… 
O Espiritsmo restaura os postulados evangélicos e convida à reflexão sobre o ser e sua imortalidade, convidando à paz e à plenitude através do amor e da renovação moral para melhor. 
Este é o momento para despertar-se e buscar a Vida!
*Divaldo Pereira Franco*

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 01-06-2017

Mediunidade nos caminhos de Paulo


A Federação Espírita do Estado do Ceará receberá Severino Celestino para o seminário “Mediunidade nos caminhos de Paulo” que ocorrerá no dia 25 de junho, às 8h30, no auditório da Federativa. Informe-se!

Confraternização dos Espíritas do Amazonas


A Confraternização dos Espíritas Amazonenses ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de junho abordando o tema central “160 anos de Espiritismo: conhecimento que acolhe, valores que transformam”. Promovida pela Federação Espírita do Estado. Saiba mais: coneam2017.feamazonas.org.br

Encontro Estadual da Área de Estudo do Espiritismo



Alírio de Cerqueira Filho e Carlos Campetti serão facilitadores do Encontro Estadual da Área de Estudo do Espiritismo que ocorrerá nos dias 8 e 9 de julho, promovido pela Federação Espírita do Estado do Mato Grosso. As transmissões ao vivo serão feita pelo portal da FEEMT e pela FEBtv, no canal 3. Saiba mais.

Escolho Viver, Não ao Suicídio



Um tema ainda considerado tabu e um flagelo que a cada 40 segundos atinge uma família no mundo, será discutido nos dias 30 de junho, 1 e 2 de julho na LBV – Legião da Boa Vontade.
O Seminário “Escolho Viver. Não ao suicídio” está aberto ao público a partir de 12 anos de idade. O objetivo é sensibilizar e prevenir o suicídio. Acesse a programação completa no site www.escolhoviver.org.br e inscreva-se!

As ações que envolvem ouvir, falar, compartilhar e educar podem impedir muitos atentados contra a própria vida.

O evento é realizado pela Federação Espírita do Distrito Federal e conta com o apoio da Federação Espírita Brasileira (FEB), do Centro de Valorização da Vida (CVV), e da Legião da Boa Vontade (LBV).

Participe e convide seus amigos!



ESPIRITUALIDADE E SAÚDE!


Segundo o Evangelho, Jesus teria ensinado que aquele que tivesse fé do tamanho de um grão de mostarda, moveria uma montanha.

Hoje, não apenas espiritualistas afirmam a importância deste atributo da consciência, do espírito, mas, médicos do mundo inteiro levantam debates atestando o papel que a fé e a espiritualidade exercem no processo de cura e recuperação de doenças.

Na verdade, a medicina oriental já vem, há milhares de anos, tratando o homem de forma holística, ao contrário do paradigma atual da medicina no Ocidente, que vê o ser humano como resultado de processos químicos e biológicos.

O corpo é um veículo e quem o dirige é a consciência ou, como muitos dizem, o espírito que nele está encarnado. O espírito preexiste e sobrevive à morte do corpo físico e quando reencarna, traz em seu subconsciente toda a bagagem adquirida em vivências passadas, sejam elas felizes ou dolorosas.

Entre a consciência e o corpo físico existem outros corpos intermediários, mais sutis, além dos centros de força (chakras) responsáveis em fazer a captação de energias provenientes do meio “externo” (fazemos parte do “Todo”, não estamos separados do meio em que vivemos) assim como a circulação e irradiação energética. Quando estas energias não fluem livremente, o corpo adoece. Esta lei é conhecida como psicossomatismo, ou seja, a mente e as emoções influenciam no corpo (e vice-versa).

Para mantermos nosso corpo saudável, além dos cuidados básicos (com alimentação, etc), é preciso buscarmos uma compreensão maior e melhor da vida, assim como o autoconhecimento, evitando o sofrimento desnecessário com os infortúnios pelos quais passamos. Uma mente serena regula a respiração, os batimentos cardíacos e o metabolismo do corpo. E quem consegue viver com serenidade sem fé? O que importa, não é tanto a religião adotada, mas sim, como trabalhamos nossa espiritualidade.

Pesquisas realizadas nos EUA comprovaram que pacientes que receberam preces, mesmo sem saber que estavam recebendo, se recuperaram mais rápido de doenças do que aqueles que não receberam orações. Ou seja, orar por terceiros também produz resultados. Isso fez com que médicos do mundo todo começassem a repensar o papel da religiosidade na vida do paciente, a ponto de discutirem sobre como abordar o assunto na hora do tratamento, sem interferir em suas crenças.

Como vimos, a fé está modificando antigos paradigmas na medicina, ou melhor, está movendo montanhas!

Nós temos potenciais que nem imaginamos. Cabe a nós iniciarmos o processo de autoconhecimento e crescermos em sabedoria, a fim de manifestarmos, cada vez mais, nossa “grandeza divina”.

*Escrito por Victor Rebelo*

4.2.17

Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação

VINTE CASOS SUGESTIVOS DE REENCARNAÇÃO compreende uma amostragem extraída do já grande acervo de fatos estudados era vários países pelo Dr. Ian Stevenson. Este cientista possui em seus arquivos cerca de seiscentos casos, dos quais investigou pessoalmente mais de duzentos. Em linguagem técnica, essas ocorrências são designadas com o nome de “memória extra-cerebral”. Como o próprio leitor irá verificar, após inteirar-se do conteúdo deste livro, há inúmeras explicações para a “memória extra-cerebral”. Todavia, para muitos casos há forte evidência a favor da hipótese da reencarnação. Daí o titulo do livra, O ilustre Autor encerra esta obra, com uma Discussão Geral (Cap. VII), na qual examina exaustivamente as hipóteses explicativas do fenômeno da “memória extra-cerebral”. Faz, ainda, uma rigorosa e honesta avaliação dos casos estudados no contexto do livro, concernente à evidência que eles possam aduzir à hipótese da reencarnação e, por conseguinte, da sobrevivência após a morte. Este último capítulo por si só constitui um valioso e profundo trabalho sobre questões avançadas de Parapsicologia, onde o leitor encontrará magistrais lições acerca desse assunto, o lançamento do magnífico livro do Dr Ian Stevenson representa, sem dúvida, um acontecimento auspicioso para o público leitor brasileiro e português e se constitui em legítima contribuição ao desenvolvimento da Parapsicologia em nossa terra.

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Paz e Luz!

Aborto


Pergunta 358 de O Livro dos Espíritos - Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período de gestação?

Resposta - Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando. - Item n° 358, de "O Livro dos Espíritos".

Falamos naturalmente acerca de relações internacionais, sociais, públicas, comerciais, clareando as obrigações que elas envolvem; no entanto, muito freqüentemente marginalizamos as relações sexuais - aquelas em que se fundamentam quase todas as estruturas da ação comunitária.

Esquece-se, habitualmente, de que o homem e a mulher, via de regra, experimentam instintivo horror à solidão e que, à vista disso, a comunhão sexual reclama segurança e duração para que se mostre assentada nas garantias necessárias.

Impraticável, sem dúvida, impor a continuidade da ligação entre duas criaturas, a preço de violência; no entanto, à face das contingências e contratempos pelos quais o carro da união esponsalícia deve passar pelas estradas do mundo, as leis da vida, muito sabiamente, estabelecem nos filhos os elos da comunhão entre os cônjuges, atribuindo-lhes a função de fixadores da organização familiar; com a colaboração deles, os deveres do companheiro e da companheira, no campo da assistência recíproca, se revelam mais claramente perceptíveis e o lar se alteia por escola de aperfeiçoamento e de evolução, em marcha para a aquisição de mais amplos valores do espírito, no Mundo Maior.

De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida.

É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe.

Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor - do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus.

Com semelhantes notas, objetivamos tão-só destacar a expressão calamitosa do aborto criminoso, praticado exclusivamente pela fuga ao dever.

Habitualmente - nunca sempre - somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos.

Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria.

Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência.

Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e de auxílio, fazem-se hoje - e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra - inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problemas, impondo-nos trabalho e inquietação.

Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.


XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Sexo. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 17.

Paz e Luz!