12.8.16

Desenvolvimento Mediúnico: Oportunidade do Desenvolvimento


O simples fato de haver necessidade de desenvolvimento mediúnico demonstra que deve também haver uma época apropriada ao seu início. 

Tudo na Natureza tem sua hora certa para nascer, para crescer, para declinar, para extinguir-se. (32) 

(32) Já o sábio Salomão, no seu tempo, referia-se a esta verdade, no Eclesiastes”, aplicando-a a muitas coisas da vida prática. 

Tudo está bem regulado não havendo nada de arbitrário. Há leis para tudo e elas se exercem com absoluta regularidade. 

Assim como o fruto amadurece na sua época, devem também amadurecer no devido tempo, segundo leis irrecorríveis, todas as virtudes e faculdades do espírito. 

Cremos que para a eclosão da mediunidade a época normal é a juventude, quando as forças orgânicas estão em plena expansão e o indivíduo ainda tem pela frente a maior parte de seu quinhão de vitalidade; eclodida assim a faculdade, sua consolidação só se vem a dar na meia idade, quando obtém então maior fecundidade e segurança, porque só aí se definiram seus elementos, o espírito se enriqueceu com as experiências e o coração se dilatou com o sofrimento da luta. 

No período de declínio orgânico, acreditamos que o campo das atividades se restringe e o espírito vai se recolhendo em si mesmo, fugindo aos embates exteriores, como um caminheiro cansado, que anseia pelo justo repouso. 

Assim, pois, acreditamos que a mediunidade se desenvolve com a própria expansão da vida física individual e se amortece com o próprio declínio. 

Há casos, porém, em que indivíduos idosos, aos primeiros contatos com a corrente, manifestam mediunidade franca e evoluída e isto é o que induz a muitos suporem que não há épocas preferenciais para o desenvolvimento. 

Estes fatos, todavia, não invalidam mas, muito ao contrário, confirmam nosso ponto de vista: a faculdades amadureceram na sua época, porém só muito tardiamente se manifestaram, por falta de condições favoráveis, que um desenvolvimento metódico e regular proporcionaria; e, nestes casos, resultarão sempre em faculdades indisciplinadas ou eivadas de defeitos, vamos dizer, congênitos, que só muito dificilmente poderão ser corrigidos. 

* * * 

É perigoso provocar o desenvolvimento prematuro de faculdades psíquicas (naquilo em que elas podem ser forçadas) tentando sua eclosão por meio de hipnotismo, auto-esforço, ou interferência de Espíritos levianos desencarnados, como sucede, às vezes, nos “terreiros” e na umbanda. 

Aguarde-se o momento propício e, enquanto isso, instrua-se o candidato na doutrina, teoricamente; procure-se equilibrá-lo na prática das virtudes e na disposição para o bem porque, então, e assim sendo, as portas do que for oculto se abrirão em claridades e o médium, olhando, verá e ouvindo, discernirá. Em todos os casos procurem os médiuns manter comunhão com os bons Espíritos, não exigindo que eles desçam a seu nível, mas esforçando-se para subirem até eles, purificando-se e vivendo com retidão.


Livro Mediunidade
Autor Edgard Armond

Paz e Luz

A Mágica Opção


Apareceu num programa de televisão. Eram entrevistadas pessoas idosas, convidadas a falar sobre a velhice.

Tinha setenta e cinco anos, mas aparentava sessenta, espirituoso, bem disposto, dotado de incrível jovialidade.

– Nunca me senti velho! O corpo já não apresenta a mesma vitalidade; de vez em quando há “grilos” de saúde. É natural. Trata-se de uma máquina. Embora eu cuide bem dela, vai se desgastando… Mas o coração está ótimo, nos dois sentidos: bombeia, incansável, o sangue, sem “ratear”, e se mantém enamorado de encantadora donzela: a Vida! Nunca experimentei o “peso dos anos” ou a angústia de envelhecer. Cada dia é uma nova aventura e eu a aproveito integralmente.

– Qual a fórmula, que elixir milagroso é esse, que lhe garante essa perene juventude emocional, essa esfuziante alegria? – perguntou, admirado, o entrevistador.

– Elementar, meu filho. Toda manhã, quando desperto, digo para mim mesmo: “Você tem duas opções, neste dia: ser feliz ou infeliz.” Como não sou tolo, escolho a primeira. Simples, não?

***
As pessoas felizes vivem neste mesmo mundo de expiação e provas em que todos mourejamos. Sofrem, lutam, enfrentam problemas e dificuldades, dores e atribulações, enfermidades e desgastes…

No entanto, optaram pela felicidade, superando a velha tendência humana de autocomiseração; o masoquismo de autoflagelar-se com uma visão pessimista e desajustada da existência, o cultivo voluptuoso da mágoa…

Felicidade, como ensina a sabedoria popular, não é uma estação na jornada humana. Trata-se de uma maneira de viajar.

Independente do que nos faz a Vida, subordina-se ao que dela fazemos.

Livro "Atravessando a Rua"
Richard Simonetti

Paz e Luz

Caso engraçado - Médiuns


Paz e Luz!

9.8.16

Palestra Dr. Paulo Cesar Fructuoso:Ectoplasmia e Materialização de Espíritos


Paz e Luz!

Desenvolvimento Mediúnico: Passividade Mediúnica


Sabemos que há médiuns extremamente passivos e faculdades que, por si mesmas, obrigam a essa passividade como, por exemplo, a incorporação inconsciente e os efeitos físicos. 

Estes são os casos em que os médiuns realmente representam. para as forças e entidades do plano invisível, um “aparelho”, um “instrumento” como se costuma dizer, porque então, estão elas inteiramente à disposição dessas entidades e em quase nada intervêm, na ocorrência dos fenômenos. 

O mesmo porém não se dá com as faculdades de lucidez, que permitem aos médiuns conservar sua consciência, liberdade de ação e personalidade, como também agir segundo a própria vontade, até mesmo deixando de ser “intermediários”, abstendo-se ou recusando-se a transmitir o que vêem ou ouvem, caso o desejem. 

A passividade funcional, todavia, mesmo nos primeiros casos citados, somente deve ocorrer no período da ação mediúnica voluntária, fora da qual os médiuns devem conservar e utilizar seus atributos psíquicos normais, livres de qualquer influência exterior. 

Natural, pois, e mesmo necessário, que haja passividade no ato funcional mediúnico e atividade e consciência plenas fora desse ato, não só para o selecionamento do ambiente do trabalho, como para a escolha de colaboradores, de processos, tudo visando a perfeita realização da tarefa individual. 

A passividade cega entrega os médiuns à influência de forças e entidades de todas as classes e esferas, indiscriminadamente e isso é altamente nocivo: não só representa um abastardamento do fruto do seu trabalho como traz a possibilidade do desvirtuamento de suas faculdades, que podem ser desviadas para o mal, quando utilizadas por Espíritos ignorantes, inconscientes ou maldosos. 

Sem espiritualização a mediunidade não evolui. 

Pode haver esforço e trabalho mediúnico, porém, diz André Luiz, “sem acrisolada individualidade não existirá aperfeiçoamento mediúnico.” 

E quanto aos médiuns de lucidez, se agirem com passividade cega e desconhecerem certos problemas da vida mediúnica, pode ocorrer que penetrem no campo hiperfísico inconscientes do que se passa ao seu redor e por isso não possam compreender ou classificar o que vêem ou ouvem, as entidades que lhes falam e o mais que suceder durante a ação mediúnica, expondo-se a perturbações diversas, mormente as do campo mental. 

Além disso, como médiuns, intermediários, agentes de ligação entre os dois mundos, que confiança podem merecer se eles próprios ignoram, não só a natureza como o significado do que vêem ou ouvem? 

Mas como, mesmo assim, quando estes casos ocorrem, fazem a transmissão — e não são poucos os médiuns passivos e ignorantes  calcule-se daí a extensão das informações, transmissões errôneas, absurdas e ilusórias que espalham pelo mundo! Nestes casos só haveria um meio de joeirar os erros transmitidos: possuírem os dirigentes de trabalhos, ou pessoas interessadas na transmissão, conhecimentos gerais e adequados dos aspectos e problemas da vida espiritual, eliminando uns e aceitando outros. 

Isso, porém, como sabemos, muito raramente acontece e, a rigor, tudo quanto o médium diz ou transmite é aceito também cegamente, ou de boa-fé, pelos interessados.

Por aí se vê que esses primeiros trabalhos do desenvolvimento são delicados e difíceis de ser regulados convenientemente porém deles depende em grande parte a futura estruturação da mediunidade em curso. 

Não basta pois sentar a uma mesa e concentrar-se: é preciso estudo, boa vontade, critério, inteligência e recíproco espírito de cooperação entre médiuns e instrutor. 

O médium, nestas circunstâncias, é como um aluno que precisa acomodar-se às regras, às ordens, à disciplina, ao regimento da classe em que está; confiar e obedecer criteriosamente aos instrutores. 

Por falta dessa educação inicial é que se vê comumente o nº de médiuns, arbitrariamente influenciados, manifestarem-se antes mesmo que as sessões sejam declaradas abertas, e também casos em que os próprios protetores individuais de médiuns são causadores de irregularidades semelhantes, o que demonstra que ignoram, tanto quanto os próprios médiuns e diretores de trabalhos, as verdadeiras regras espirituais que devem ser seguidas nos trabalhos práticos. 

Essas irregularidades prejudicam a todos os assistentes mas, sobretudo, aos médiuns em desenvolvimento já que estes, ao seu próprio e natural desgoverno, adicionam ainda o que lhes vem de práticas tão mal conduzidas. 

Este é um simples exemplo isolado, porém há muitos outros que poderiam ser citados e que em nada recomendam a prática espírita em comunidades onde predomína a ignorância e a falta de compreensão da formação.

Impedindo, pois, que se deixem dominar de forma arbitrária e cega, estaremos desde logo concorrendo para formar médiuns seguros, equilibrados, inspiradores de confiança. 

qual o processo para se conseguir isso, em sentido geral? 

Entre outras coisas, é necessário o seguinte: 

a) a direção dos trabalhos deve estar com pessoa competente, que conheça o problema detalhadamente; 

b) deve existir perfeito entrosamento de ação nos dois planos, mediante ajuste prévio com os operadores invisíveis; 

c) não se permitir que Espíritos desencarnados irresponsáveis, ou estranhos ao trabalho, se aproximem dos médiuns e exigir que os destacados para isso, só o façam no momento oportuno; 

d) criar, para o trabalho, um ambiente espiritualizado, de objetivos elevados, excluídos o exibicionismo, a superstição, o personalismo, o interesse pessoal; 

e) exigir que as manifestações se dêem em ordem, uma de cada vez, para evitar confusões e tumulto: 

f) desmascarar pacificamente todas as mistificações, tanto de médiuns como de Espíritos, e pôr em evidência todas as manifestações e ocorrências que possam servir de ensinamento e de edificação moral: 

g) ter como finalidade o espiritismo evangélico que é o único que assegura uma assistência espiritual elevada. Mas, se apesar dos cuidados postos em prática, do método seguido, da ordem e disciplina mantidos por todos, da firmeza das concentrações, da pureza das intenções, os trabalhos degenerarem em violência, desordem, confusão, é então de supor que a assistência espiritual não é ainda favorável; não foi ainda atingido um clima que inspire segurança, e tornam-se nestes casos precisos novos entendimentos com os guias, novos esforços, novas tentativas, porque é essencial a boa assistência, e o bom ambiente nos dois planos. 

O fato de terem sido designados determinados Espíritos para realizarem ou dirigirem trabalhos na Crosta, junto aos encarnados, não significa que sejam eles Espíritos de hierarquia elevada; recebem determinada missão e se, em alguns casos possíveis, não a cumprem com a devida competência ou dedicação, ou se a desvirtuam estarão, como nós outros, sujeitos à mesma responsabilidade. 

Muitos Espíritos pedem tais tarefas, ou porque desejam permanecer junto de encarnados para os quais sentem afinidade, prendem-se por laços efetivos, ou por simples desejo de cooperação na obra comum de esclarecimento das almas; mas assim também com& acontece conosco aqui na Terra, podem fracassar ou desmerecer por várias circunstâncias. 

Em todos os casos, ocorrendo tais coisas é necessário apelar para as Entidades superiores, a fim de que as falhas sejam sanadas e os trabalhos prossigam com nova orientação. 

E, reversamente, quando tudo vai bem, quando há dedicação, desinteresse e amor ao trabalho, de parte a parte, os resultados vão sendo cada vez mais compensadores e aos primitivos trabalhadores novos elementos se associam, sempre de valor mais elevados ganhando então os trabalhos cada vez maior força e expressão. 

São, pois, indispensáveis bons elementos individuais nos dois planos e somente assim as forças superiores podem descer sobre eles, assegurando o referido progresso; caso contrário estabelece-se um ambiente refratário a essas forças e, além disso, surgem vibrações negativas, de baixa qualidade, que a todos prejudicam e abrem as portas a forças e entidades de planos inferiores, sempre prontas a intervir, desde que se lhes forneça oportunidade. 

Chegando a este ponto a sessão se transformará num foco de desordem psíquica, de venenos fluídicos, que atacarão sem piedade médiuns e assistentes, trazendo-lhes perturbações às vezes muito serias. 

Em resumo, as boas práticas e os bons ambientes constroem e os opostos destroem as possibilidades de um desenvolvimento natural, harmonioso e eficiente, de faculdades mediúnicas.

Outra recomendação a fazer aos médiuns em desenvolvimento, é falarem com desembaraço e confiança, desde o princípio. Os de incorporação consciente e semi-consciente, sobretudo. são os que mais recalcam em si mesmos essas possibilidades porque estão sempre mais ou menos despertos e usam palavras próprias para traduzir as idéias telepáticamente recebidas dos Espiritos comunicantes; e isso lhes cria uma situação de verdadeiro constrangimento. 

É grande o número de médiuns que fracassam só por causa disto ou no mínimo estacionam a ponto de estagnar completamente suas faculdades mediúnicas. Mas se compreenderem bem a natureza dessas faculdades e as limitações que lhes são próprias, conforme explicamos no capítulo 9 deste livro, sua confiança renascerá e se tornarão intérpretes fiéis e eficientes. 

Há todavia outras causas que produzem recalques e prejudicam o desenvolvimento. 

Médiuns há que por possuirem pouca cultura e terem de transmitir com suas próprias palavras e recursos mentais as idéias recebidas dos Espíritos, se atemorizam da critica alheia. 

Outros que se julgam diminuir transmitindo idéias muitas vezes banais e futeis, de Espíritos atrasados. 

Ou que se consideram humilhados por fazerem nas sessões as mesmas coisas, tomarem as mesmas atitudes de indivíduos de condição social inferior à sua. 

Outros que se constrangem por se sujeitarem a Espíritos atrasados e por terem de dizer coisas que em plena consciência não diriam e que muitas vezes são contrárias às suas próprias idéias e pensamentos. 

Muitos, também, que se escrupulizam ou envergonham de exercer suas faculdades na presença de pessoas amigas, ou da própria família, perante as quais, na vida comum, mantêm determinadas .condições de superioridade, que seriam prejudicadas com qualquer intimidade ou promiscuidade. 

Há também inúmeros casos de constrangimento provenientes de serem médiuns indivíduos professantes de religiões dogmáticas e obsoletas. ignorantes das coisas do espírito, se atemorizam com a posse de faculdades psíquicas, que consideram tentações maléficas, obra demoníaca; assim, lutam para reprimi-las e muitas vezes caem vitimados pela própria ignorância ou recalcitrância. 

Verdadeiros dramas ocorrem no seio de famílias católicas e protestantes, ou de materialistas. cujos responsáveis muitas vezes preferem sacrificar os entes queridos a admitirem neles a existência de faculdades espirituais. A todos estes irmãos, detentores de faculdades mediúnicas recalcadas, devemos dizer que necessitam antes de mais nada, de humildade. O médium orgulhoso já está de inicio fracassado na tarefa que aceitou, porque coloca acima dela os pre-conceitos mundanos, que nada valem à face das coisas de Deus eternas e soberanas. Subestimam justamente aquilo que lhes pode servir de auxílio para se elevarem na escala evolutiva. 

Mas todos terão oportunidade de se vencerem a si mesmos, porque se pedirem forças e auxílio do Alto, é certo que os receberão imediatamente. 

Está pois em suas próprias mãos o triunfo ou a derrota, isto é: uma subida ou uma queda espiritual quando, após seu desencarne, tiverem de prestar suas contas às Entidades Superiores do Espaço.


Livro Mediunidade
Autor Edgard Armond

Paz e Luz

Lindos Casos de Bezerra de Menezes:A passagem do bonde!


Inúmeros casos poderiam ser citados como prova de sua ação beneficente em favor dos necessitados. Seria no entanto fastidiosa a repetição dos mesmos gestos de profunda elegância moral do apóstolo. Porque os gestos, de fato, se repetiam com uma constância enternecedora.. Entretanto, citaremos somente alguns dos inúmeros casos que marcaram a personalidade desse bendito apóstolo o bem.

Quando Bezerra, por exemplo, era ainda presidente de uma companhia de carris, deixava certo dia os escritórios da mesma, na Rua Sete de Setembro. Seis horas da tarde; como dirigente escrupuloso, era sempre o último a sair, após assistir ao fechamento das portas do escritório. 

Dispunha-se a descer a via pública, rumo ao largo de São Francisco de Paula, onde iria tomar o bonde para a Tijuca. Já na calçada, Bezerra encontrou um velho conhecido, que o abordou nervoso e trêmulo. - Que é isso meu caro? Que sucedeu? O homenzinho, com a fisionomia transtornada e angustiosa, contou que acabara de perder o filho e que, desempregado e desprovido de recursos, vinha precisamente para falar ao velho amigo. Bezerra não pediu mais explicações. 

Chamou-o para o desvão de uma porta, enfiou a larga mão ossuda na algibeira da calça e sacou da carteira. Toma, meu "velho". Leva, leva isto. É tudo o que eu tenho no momento. Espera; ainda há mais! E vasculhou os bolsos do colete de onde retirou alguns níqueis. 

O infeliz relutou. Mas Bezerra meteu-lhe a carteira e as moedas no bolso do casaco e, sem mais conversas, ganhou a rua. Com lágrimas nos olhos o amigo se despediu. Quanto havia na carteira? Nem mesmo Bezerra o sabia; nem lhe importava saber. Desceu a Rua Sete de setembro e chegou ao largo. 

Já instalado no bonde, com o jornal aberto sobre os joelhos, meteu os dedos nos bolsos do colete e só então se lembrou de que lá não existia uma moeda sequer! Calmamente saltou e se dirigiu a uma casa conhecida, onde foi pedir, pelo menos, os trezentos réis da passagem...


Do livro de Ramiro Gama!

Paz e Luz