25.7.11

MEDIUNIDADE: PSICOMETRIA


Esta forma especial de vidência se caracteriza pela circunstância de desenvolver-se no campo mediúnico uma série de visões de coisas passadas desde que seja pôsto em presença do vidente um objeto qualquer ligado àquelas cenas.

Apresentando-se, por exemplo, ao vidente um pedaço de madeira poderá ele ver de onde ela proveio, onde foi a madeira cortada, por quem foi trabalhada, de que construção fez parte e tudo o mais que com ela se relacione.

Segundo se diz, o célebre romance “Últimos dias de Pompéia” de Lord Bulver Litton foi escrito dessa maneira: visitando o escritor as ruínas daquela extinta cidade tomou de um fragmento de tijolo e, usando-o como polarizador, viu desenrolar-se no seu campo de vidência todos os acontecimentos ligados à destruição da cidade.



Uma forma também muito interessante de lucidez é aquela em que o Espírito do médium, exteriorizado, abandona sua “mente menor” (aquela que usa na vida comum, a que trouxe para as provas da presente encarnação) e penetra na “mente maior”, na “mente total”, (a que se liga a todos os fatos de sua evolução, a que contém tôdas as reminiscências do seu passado) e, integrado momentâneamente nela, revive determinadas cenas e fatos, ali indelevelmente registrados.


Isto, aliás, é o que sucede após cada encarnação,sistemàticamente e de forma natural, quando o Espírito retorna ao Espaço.Neste caso de que estamos tratando, de reintegração momentânea na mente maior, o processo é nitidamente sonambúlico, não do sonambulismo clássico, em que há sujeição forçada a um hipnotizador encarnado, mas de desdobramento natural, consciente, em que o médium vive de novo os fatos, os vê e os sente e, ao mesmo tempo, os vai descrevendo verbalmente ou por escrito, gozando ou sofrendo novamente tudo aquilo que- já se passou há muito tempo, há milênios talvez.

Normalmente, quando o Espírito encarna, a mente se reduz, para esquecer o passado e recapitular determinadas experiências e, quando desencarna ela se expande, se integra, para relembrar e retomar a posse de si mesma. Extraordinàriamente, nos casos de lucidez mediúnica, a expansão mental é momentânea, restrita.


Há ainda um aspecto, aliás pouco comum, de vidência, que é de interesse relatar: são as visões coletivas, isto é, cenas observadas ao mesmo tempo por várias pessoas.

Por exemplo: batalhões de soldados que fazem manobras em planícies cheias de habitações, às vêzes em pleno dia, à vista de espectadores maravilhados; caravanas numerosas de homens e animais que atravessam montanhas sumindo-se em desfiladeiros e precipícios, sem deixar vestígios; bandos irregulares de indivíduos conduzindo veículos; rebanhos de animais conduzidos por pastores...


Tais fatos têm se verificado em alguns países, mormente na Escócia,presenciados por muitas pessoas, repetindo-se em datas determinadas e provocando assombro geral. Não há, realmente, explicação aceitável para tais coisas e aqui as anotamos somente a título de curiosidade.

Realmente não seria crivel que os Espíritos tivessem promovido a materialização em massa de tantos indivíduos e animais, tornando-os francamente visíveis; nem também crivel que por coincidência se agrupassem em determinados dias e horas e no mesmo local tantas pessoas possuidoras de faculdade de vidência; nem ainda que sobre todas essas pessoas tivesse sido derramada, momentâneamente, tal faculdade, somente para aquele ato; nem, por último, que todas essas pessoas, durante várias horas tivessem sido vítimas de uma tremenda ilusão dos sentidos e com tamanha uniformidade, vendo todas elas as mesmas coisas e da mesma maneira.

Como quer que seja o fenômeno existe e tem sido observado inúmeras vezes.Realmente trata-se de imagens mentais projetadas por Espíritos dotados de alta capacidade realizadora, no campo das criações ideoplásticas.


Livro: Mediunidade
autor: Edgard Armond

Muita Luz e Paz para todos!

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