6.8.14

Um Caso Real

Muitas vezes confundem-se os sintomas de depressão com os de influência espiritual, o que poderá provocar vários dissabores às pessoas. Veja um caso curioso de alguém que passou por essa situação.
A Manuela apareceu um dia na associação espírita a pedir auxílio. Sentia-se esquisita, muito deprimida e com vontade de chorar. O pior é que por vezes sentia impulsos de muita solidão e mesmo até de se suicidar. Mãe de 3 filhos, sentia a preocupação que tal situação acarretava. Já recorrera à ajuda de várias pessoas, uns bem intencionados outros menos bem intencionados. Ouvira falar da associação espírita e decidiu lá ir. Já tinha consultado vários psiquiatras, já se tinha encharcado em comprimidos, sem que conseguisse sair daquele estado de alma angustiante. Já estivera inclusive internada num hospital psiquiátrico, sem que, contudo, a situação tivesse melhoras substanciais.

Num determinado dia, a crise agravou-se. E de tal modo, que já tinha tudo preparado para ser internada de novo no hospital psiquiatra. Manuela já tinha combinado com o marido e todos objectivavam as suas melhoras, já que, viver assim, era tarefa impossível.

Quando a Manuela foi à associação, pedir ajuda, revelou muitos sintomas de mediunidade. A mediunidade é uma característica que permite ao ser humano captar a existência do mundo espiritual. Assim, há médiuns que veem os espíritos, outros que os ouvem, outros ainda através dos quais os espíritos falam e outros ainda através dos quais os espíritos escrevem. Existem outros tipos de mediunidade. Os cientistas chama à mediunidade “percepção extra-sensorial”.

A Doutrina Espírita é um precioso auxiliar da medicina tradicional, sendo necessário que esta se dispa dos preconceitos para melhor poder servir a humanidade 
Tendo os elementos espíritas dessa associação se apercebido que a Manuela tinha essa faculdade, foi-lhe explicado que essas sensações muito parecidas com as sensações de depressão, derivavam de uma faculdade que ela não compreendia nem dominava. Assim seria necessário começar a estudar o Espiritismo e educar essa faculdade para que deixasse de ser motivo de preocupação para passar a ser motivo de bem-estar e alegria. 
A Manuela telefonou-nos a dizer que não poderia continuar o seu estudo do Espiritismo onde se tinha integrado pois no dia seguinte iria ser internada. Foi-lhe dito que não o fizesse pois estaria a perder tempo. A família foi contactada e esclarecida da sua real situação, tendo-se realizado uma reunião espírita em favor da Manuela. Nessa reunião, manifestaram-se várias pessoas já falecidas que transportavam na alma essas sensações de depressão e tristeza e que a Manuela captava telepaticamente tendo em conta o tipo de mediunidade que possui. Resolvido o problema, a Manuela acordou no dia seguinte completamente diferente, já sem essas sensações e já não foi internada. A “depressão” desaparecera como que por encanto. Continuou a levar uma vida normal e a sua situação evoluiu muito favoravelmente. Se a Manuela não tivesse contactado com uma associação espírita, hoje seria mais uma entre muitos a penar por hospitais psiquiátricos à procura de soluções para um problema que não é orgânico mas sim de origem espiritual. É claro que ela não padecia de depressão (doença bem estudada pela medicina) mas sim de uma influência espiritual cujos sintomas eram muito similares. 
Seria interessante que os médicos se começassem a interessar pelo estudo do Espiritismo, para assim melhor poderem servir a comunidade onde estão inseridos. É que a medicina, tal como está estruturada, encarrega-se de analisar o homem apenas na sua componente material, carnal, descurando o ser espiritual onde subsistem todas essas energias desequilibradas que são vertidas no corpo somático sob a forma de doenças. Felizmente já temos em Portugal muitos médicos espíritas e alguns psiquiatras e psicólogos que conhecem o Espiritismo. Esses médicos terão pois mais condições de auxiliarem as pessoas que aparecem com sintomas de “percepção extrasensorial”. 
Um assunto interessante a deixar à consideração dos médicos que lêem este artigo. Já agora permitam-me uma sugestão. Leiam um livro notável de filosofia espírita: «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec e meditem sobre o assunto. 
Nota – Caso passado na Associação Cultural Espírita, em Caldas da Rainha, tendo os nomes sido trocados para garantir a privacidade das pessoas em causa.

Nenhum comentário: