27.8.16

Desenvolvimento Mediúnico: Sinais Precursores


Além das perturbações psíquicas em si mesmas há ainda vários outros sinais que indicam o afloramento de faculdades e que variam segundo a natureza desta. Assim, para a Lucidez temos:

SONHOS E VISÕES

Nesse período de que estamos tratando o médium sonha com intensidade e nitidez cada vez maiores. Em seguida, no semi-sono, os sonhos passam a ser verdadeiras visões, cada vez mais perfeitas e significativas. E, em grau mais avançado, muitas vezes mesmo em plena vigília, primeiro no escuro e mais tarde no claro, passa a distinguir as cores áuricas das pessoas e dos objetos, formas indistintas e confusas dos planos hiperfísicos.

Na maioria das vezes as visões são desagradáveis; representam animais estranhos, e formas ou seres humanos grotescos e mesmo repugnantes e isso porque o desenvolvimento começa, quase sempre com a interferência de Espíritos inferiores, que provocam tais visões, quando não é o próprio médium que diretamente vê tais coisas, nas esferas inferiores do Umbral.

AUDIÇÃO

O médium ouve vozes, rumores, de princípio incompreensíveis, mais ou menos nítidos em seguida, mesmo não se tratando de mediunidade auditiva. Outros padecem de zumbido nos ouvidos e muitos há que de tal maneira se tornam sensíveis a tais coisas, que chegam a não poder conciliar o sono, com grave risco para sua saúde física e mental.

Para a Incorporação temos:

ADORMECIMENTO

Os médiuns que, por efeito de sua própria perturbação, não conseguem concentrar-se ou dominar-se, mormente no curso dos trabalhos práticos, são submersos, pelos próprios protetores invisíveis, em um sono mais ou menos profundo, durante o qual agem sobre eles, afastando as causas perturbadoras ou trabalhando nos órgãos da sensibilidade, para a necessária preparação.

Agem também assim sobre aqueles que vem para o trabalho espiritual em condições físicas impróprias, por cansaço ou moléstia ou ainda por efeito de preocupações intensas, ligadas à vida material; todas estas condições são incompatíveis com o trabalho e exigem cuidados reparadores.

FLUIDOS

À medida que a sensibilidade se apura o médium sente, cada vez mais intensamente, fluidos que tanto podem vir de encarnados como de desencarnados presentes à sessão; e, conforme seja o grau dessa sensibilidade podem também provir de entidades de maior hierarquia protetores do trabalho ou para os quais, durante ele, se apelou e que, nestes casos enviam, às vezes de grandes distâncias, suas radiações poderosas.

Pelo seu teor vibratório esses fluidos agem sobre o perispírito do sensitivo de forma agradável ou não, produzindo boa ou má impressão, provocando reação suave e reparadora ou violenta e dolorosa.

Pela natureza, pois, dos fluidos que sente, pode o médium determinar a presença ou a ação de entidades ou forças boas ou más, do mundo invisível.

Convém também dizer que os fluidos agem de preferência em determinadas regiões do organismo, ou melhor, refletem sua ação em lugares de eleição do organismo físico, segundo sua própria natureza e variando de indivíduo para indivíduo. Assim uns sentem fluidos pesados, (de Espíritos inferiores) no alto da cabeça, à esquerda, outros à direita, outros no braço, nas pernas, no epigastro, e fluidos leves (de Espíritos superiores) nestes ou naqueles pontos do corpo, sistematicamente.

IDÉIAS E IMPULSÕES ESTRANHAS

Sensíveis como são aos fenômenos hiperfísicos os médiuns começam a perceber, nesse período pré-medíúnico, idéias estranhas, que lhes surgem na mente de forma às vezes obsidiante, bem como impulsos de ‘agirem em determinados sentidos, de fazerem tal ou qual coisa, de que também jamais cogitaram.

E como podem, nesses primeiros tempos, devido à sua natural inexperiência, sofrer arbitrariamente influência de bons e maus Espíritos, é necessário vigiar sempre, interferir com a razão continuamente, analisando tais idéias e impulsos, não se deixando levar por eles e optando sempre pelo que for mais criterioso e justo.

ENTORPECIMENTO, FRIO E RIGIDEZ

 Os protetores, durante esse período que estamos analisando, agem sobre os órgãos da sensibilidade, bem como sobre todo o sistema nervoso justamente visando o preparo do campo para as atividades mediúnicas e essa ação muitas vezes provoca reflexos nos músculos, inibições na corrente sanguínea e nas terminações nervosas, do que resultam os fenômenos citados, se bem que sempre em carater passageiro.

O entorpecimento ora é nos braços e mãos, ora nas pernas e pés, sendo também às vezes precedido de uma incômoda sensação de formigamento da epiderme em geral.

ALHEAMENTO, ESVAIMENTO, VERTIGEM

Nos casos de semi-incorporação ou incorporação total o processo mais ou menos profundo da exteriorização do Espírito do médium provoca tais fenômenos, também passageiramente.

Em casos anormais porém, podem eles ser provocados pela ‘influenciação de Espíritos obsessores que, não tendo em mira objetivos benignos em relação ao médium, interferem com brutalidade, produzindo distúrbios no campo da vida nervosa ou psíquica.

“BALLONNEMENT”

Adotamos esta expressão francesa para indicar a sensação de dilatação, estufamento, inchamento de mãos, pés e rosto do médium, que muitas vezes ocorre antes do transe. E’ ainda efeito da exteriorização, do deslocamento do perispírito do médium dentro do arcabouço físico para ceder lugar, parcial ou totalmente, ao Espírito comunicante.

Por último, são os seguintes os sinais prévios, no campo exterior, referentes aos casos de efeitos físicos: “raps”, rumores. diferentes, deslocação de objetos de uso, batidas em móveis, paredes, luzes e formas fluídicas, de ocorrência arbitrária e imprevista, tanto no lar como nos lugares freqüentados pelos médiuns. 

Quando ocorrem esses fenômenos, como sucede em muitas casas que, por isso, ficam mal vistas pelo povo, procure-se logo o responsável que, invariàvelmente é um médium de efeitos físicos.

Todas estas perturbações são próprias do período pré-mediúnico e podem mesmo avançar um pouco a dentro no período do próprio desenvolvimento mas terminam sempre por cessar à medida que as faculdades se desenvolvem e educam, entrando em atividade normal.



Livro Mediunidade
Autor Edgard Armond

Muita Paz!

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