7.11.10

ALMAS SOFREDORAS



ALMAS SOFREDORAS


Meus amigos, no serviço
De prece e doutrinação,
Cada Espírito que sofre
É a bênção de uma lição.

Ouvindo os desencarnados
Em lutas de consciência,
Permaneceis navegando
Nas águas da advertência.

Tantos náufragos em treva,
Sem clarão que os reconforte,
São apelos da verdade,
Gritando no mar da morte.

O malfeitor que aparece
No tormento que o redime,
Bramindo, desarvorado,
É mensagem contra o crime.

Paranóicos revoltados,
Em vozerio e barulho,
São avisos dolorosos
Contra os flagelos do orgulho.

Apaixonados que clamam,
Entre a demência e o furor,
Revelam a delinqüência
Que se rotula de amor.

Sovinas desesperados,
Sob o tacão da secura,
São vivas lições na estrada
Contra os perigos da usura.

Suicidas em desalento,
Que a dor pavorosa espia,
Demonstram à saciedade
Os monstros da rebeldia.

As mentes em vício e ódio,
Sob lama deletéria,
Mostram em toda a extensão
A ignorância e a miséria.

Tiranos paralisados,
No suplício da aflição,
Indicam que há fogo e cinza
Nos tormentos da ambição.

Espíritos que perseguem
A carne enferma e insegura
São tristes apontamentos
De vampirismo e loucura.

Obsessores que bradam
Em sofrimentos atrozes
Ensinam que, além do corpo,
Há chagas e psicoses.

Meus irmãos, não olvideis,
No campo do aprendizado,
Que, acendendo a luz no Além,
Quem doutrina é doutrinado.


Casimiro Cunha

bjs,

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