12.1.11

A Cura Numa Família Católica: Um Caso de Sinusite



“Este caso quem nos contou foi o prezado amigo e irmão Manuel Epaminondas, residente em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro. Sua sobrinha Luzia se achava atacada há quase dois anos por uma sinusite crônica, segundo o diagnóstico de seu médico assistente. Em meados do ano anterior, 1941, a doença se agravou, complicando-se com outras velhas enfermidades. Seu médico, depois de lançar mão de todos os recursos de sua ciência, desenganou-a, tanto mais que a operação que lhe poderia salvar era contra-indicada, dada sua fraqueza orgânica, que progredia diariamente.

Foi quando, à residência da irmã dele, que residia no Rio nesta época, na qual estava sua sobrinha, chegou uma senhora espírita. Observou a doente desenganada e aconselhou: ‘Por que não levam a Luzia a um grupo espírita e não a tratam pelo Espiritismo? Tenho a intuição de que ficará boa, tanto mais que a medicina da Terra se mostra impotente para curá-la’.

Sua irmã e o cunhado eram católicos, se bem que eram simpáticos à doutrina espírita também, e ficaram indecisos. Mais tarde, apareceram outras visitas que aconselharam a terapêutica espírita.

Dormiram, pois, todos apreensivos com as recomendações. Pela manhã, sua irmã, o cunhado e a própria doente contaram seus sonhos. Eram idênticos. Sonharam os três que o dr. Bezerra de Menezes havia lhes aparecido e dito: ‘O caso é de operação. Amanhã, no fim da tarde, às 18h, concentrem-se porque vou operá-la. Tenham fé em Jesus’.

A perplexidade era geral. Então o caso era mesmo sério e haveria de dar bom resultado. Confiaram e esperaram. Neste interim, entra a senhora espírita que os visitara na véspera e os aconselhara a procurar um grupo espírita, contando-lhes: ‘Esta noite sonhei com Luzia e o dr. Bezerra. Ouvi nitidamente ele dizer que vai operá-la hoje à tarde’.

Era demais. A comoção invadiu a todos. A graça lhes parecia além de seus merecimentos. E à tarde, às 18h, de acordo com as recomendações do dr. Bezerra de Menezes nos quatro sonhos, concentraram-se. Oraram com respeito e emoção. A doente foi colocada na cama e esperaram todos, temerosos, apreensivos.

Daí em diante, a enferma dormiu para acordar minutos depois, gritando emocionadíssima: ‘Fui operada por um velhinho de branco, que aqui esteve, fez-me dormir e, depois, senti que me operava, que abria minha testa e limpava. Despediu-se me abraçando e ouvi que dizia: vão lhe aparecer na testa algumas feridinhas, mas não se incomode, depressa desaparecerão e depois você ficará completamente curada. Dê graças a Deus! Eleve seu coração para Jesus, o divino médico do corpo e da alma, que, por intercessão de Maria Santíssima, permitiu a operação. E partiu’.

Isto se deu, concluiu nosso caro amigo Nonda, há 17 anos e sua sobrinha Luzia se acha hoje completamente curada. Tudo se realizou como o dr. Bezerra lhe disse, pequenas feridas apareceram-lhe na testa e, depois, desapareceram como que por encanto”.

Para concluir, vejamos as palavras de Sylvio Brito Soares, em seu livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, sobre o “médico dos pobres”: “Bezerra de Menezes é, para todos os que mourejam em terra do “coração do mundo”, a âncora de salvação quando a borrasca do infortúnio os atinge. Milhões de vozes pedem diariamente seu socorro. Milhões de corações a todo instante agradecem a esse grande benfeitor as dádivas de seu amor. Bezerra de Menezes vive nos corações de todos os espiritistas do Cruzeiro do Sul”.


Escrito por Rogério Magalhães
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 02.

bjs,soninha


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