4.2.12

Entrega-te a Deus

 Autora Espiritual: Joanna de Angelis
Médium: Divaldo Franco
Editora: Intervidas – Catanduva-SP

De primoroso aspecto gráfico e de leitura agradável, Joanna nos traz mais esta preciosidade de seu inconfundível caráter.

Temas aparentemente complexos são explorados de forma facilmente apreensível.

No capítulo que trata da “Pandemia depressiva” a autora, de secular experiência na ciência do iluminismo espiritual, esgueira-se, lúcida, das complexidades do campo técnico para ir direto ao coração amargurado dos milhões que se deixam abater pelo “mal do século”: a depressão, dizendo-nos:

“A depressão pode ser superada, caso o paciente opte pela luta e a ela entregue-se com afinco.
A concentração mental nos ideais do bem lentamente preenche o vazio existencial,... 
...a oração deve ser transformada em hábito de reflexão, utilizando-a com frequência, de modo que possa sintonizar com as fontes do bem,... 
...constitui também eficiente procedimento terapêutico, ao lado dos exercícios físicos, tais a ginástica, a natação, as caminhadas... 
Indispensável se torna que o enfermo realize a parte que lhe diz respeito, desse modo cooperando para o próprio restabelecimento.”

Há outros aspectos do comportamento humano como “Viver com alegria”, “Ânsia de saber”, “Dificuldades nas tarefas”, “A vitória da verdade”, “O incoercível poder do Amor”.

Entre outros mais, traz-nos uma das notáveis páginas de seu reportório de luz: “Os adversários, mestres oportunos”. Todos deveriam lê-la. Quantos sofreram ou sofrem a ação desses indigitados irmãos? 
Sua leitura conforta, porque nos consola, mostrando que os benfeitores estão atentos, sustentando-nos. Basta-nos um trecho:

“Aqueles que são mais fisiológicos do que psicológicos detêm-se nas faixas das paixões primevas e, mesmo quando a consciência se lhes desperta, prosseguem vivenciando um período de transição que ainda lhes não permite uma perfeita visão da realidade. Embora ansiando por algo melhor, competem, quando deveriam cooperar, malsinam os companheiros, quando lhes cabia o dever de os auxiliar, porque a predominância do ego torna-os ambiciosos e prepotentes.

Não sabem servir com abnegação, sem servir-se, retirando os lucros do orgulho e da presunção, que lhes constituem a moeda retributiva. Podem mesmo desejar ser melhores, no entanto os impulsos afligentes que resultam dos conflitos e dos complexos de inferioridade que os acompanham de existências pretéritas transformam-nos em inimigos de todos aqueles que supõem lhes farão sombra...

São infelizes, disfarçados de joviais, humanitários e bondosos, na hipocrisia em que vivem, ocultando os sentimentos inferiores. 

Desse modo, transformam-se em adversários perversos dos demais que não lhes compartem as ideias e que pensam pretender excluir.”

Recomendar sua leitura, mais do que um prazer é um dever de consciência, pelo imenso poder de esclarecimento que dela se evola. 
Paz a todos...

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