14.11.10

O ORADOR QUE NINGUÉM QUERIA OUVIR



Norimar Vílaça só não podia ser considerado um palestrante dos bons, porque cansava o público com seus exemplos pessoais e com os "nés?", que soltava, entre um uma frase e outra. Não era por falta de orientação, pois no Centro Espírita que frequentava, ele tinha bons orientadores.

Mesmo sabendo dos poucos recursos e dos vicios de Norimar, programavam-no para falar aqui e ali, pois para esta atividade, dispunham de pouquíssimos voluntários. Mas volta e meia, o centro recebia reclamações. "Vou ver o que posso fazer. Da próxima vez, enviarei um expositor nota 10", explicava a secretária da área correspondente.

Para avaliarmos melhor os apuros em que Norimar se metia, contaremos a situação constrangedora que ele passou, quando foi a um Centro Espírita renomado falar sobre o tema A contribuição do espírita para um mundo melhor.

As coisas começaram mal, desde que Norimar entrou no auditório e sentiu que foi recebido com pouco entusiasmo. Mesmo assim, começou a falar animadamente. Após 15 minutos, notou que a platéia ainda estava atenta, o que lhe deu ânimo espeecial para continuar.

Passados 20 minutos (o tempo da palestra era de 40 minutos), notou que uma pessoa cochichou algo para outra e saiu do auditório. Esta, por sua vez, cochichou para um próximo, que também saiu.

Um borborinho tomou conta do local e muitos saíram, ficando no auditório apenas seis pessoas. Norimar sentiu que mesmo não tendo esgotado o tempo, chegara a hora de parar. Mas antes, decidiu perguntar o que tinha ocorrido, para que o público esvaziasse a platéia.

A resposta o tirou do sério: - É que parou de chover!

Ciço di Niro

bjs,soninha

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