Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.

Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.

26.2.12

Mediunidade:DESDOBRAMENTO: Bilocação / Bicorporeidade

2) Bilocação
 
Fenômeno mediante o qual se constata a presença de um mesmo Espírito encarnado em dois lugares, aparentemente ao mesmo tempo. 

Aparentemente, porque os Espíritos, conquanto possam irradiar seus pensamentos para muitos lugares ao mesmo tempo — os superiores, bem entendido — não possuem realmente o dom de ubiqüidade. 

A bilocação não é uma faculdade mediúnica mas um fato que se verifica em determinadas circunstâncias e que decorre do desdobramento, porque para encarnados não se pode dar bilocação sem exteriorização do Espírito. Um exemplo clássico: Apolônio de Tiana estando em Efeso, falando em uma reunião calou-se repentinamente e logo em seguida passou a anunciar o assassinato do imperador, que nesse mesmo momento estava presenciando em Roma e no qual intervinha gritando: morte ao tirano! 

Portanto, o fenômeno, do ponto de vista mediúnico, é sempre passageiro e tem dois aspectos consecutivos e complementares: desdobramento no primeiro e incorporação, vidência ou materialização, no segundo. 

Incorporação quando o Espírito, abandonando seu corpo carnal no local onde se encontra, dá uma comunicação, falada ou escrita, em local diferente; vidência quando, exteriorizado do corpo em dado local, se manifesta astralmente em outro; e, finalmente, materialização quando, desdobrado num local, condensa-se de forma a poder ser visto em outro, por uma ou mais pessoas, mesmo não dotadas da capacidade de vidência. 

3) Bicorporeidade 

É fenômeno da mesma natureza que bilocação, com a diferença que esta mostra o acontecimento em seu aspecto de local de manifestação enquanto que a bicorporeidade o mostra em relação ao veículo de manifestação; bilocação significando dois lugares e bicorporeidade significando dois corpos. 

Mas o fenômeno, em si mesmo, é semelhante: o Espírito exterioriza-se no local onde está e mostra-se no local para onde se locomoveu. 

Há todavia, modalidades diferentes do fenômeno, fato este que, justamente, motivou a série de classificações e explicações complicadas e confusas formuladas por alguns escritores espiritualistas. 

Uma destas modalidades é o caso dos “doublés”; indivíduos que deparam com um corpo físico duplo do seu, dotado ainda mais, em algumas vezes, da faculdade de falar. 

Não negamos estes fatos, dos quais há inúmeras referências na literatura espiritualista e, segundo sabemos, a duplicata tanto pode ser uma projeção ideoplástica do indivíduo-base, criada consciente ou inconscientemente (caso em que ela seria muda), ou se trataria de uma caracterização, uma simulação feita por um Espírito desencarnado, manifestando-se em aspecto físico, indumentária, etc., semelhantemente ao indivíduo-base, caso em que, então, o doublé poderia falar. 

Em se tratando, porém, de Espíritos desencarnados,  de certo grau hierárquico, estes podem fazer-se visíveis em lugares diferentes, como já dissemos; essa forma visível, nestes casos é animada e possui o aspecto e os característicos que o Espírito atuante deseja imprimir-lhe. 

Estes casos, entretanto, não devem ser considerados fenômenos de bilocação ou bicorporeidade, do setor mediúnico, visto que representam o exercício normal de um poder inerente a esses Espíritos. 

* * * 

Não é possível a um mesmo Espírito animar ao mesmo  tempo a dois corpos, quando mais não seja pela simples razão de que se a personalidade é variável, a individualidade é indivisível. 

Para tal seria necessário que o Espírito se bipartisse o que, fundamentalmente, não é possível, porque as ligações perispirituais da encarnação só se dão com um corpo material determinado e são tão profundas 
e especificamente individualizadas que somente com a morte se rompem. 

De tudo se conclui, como regra geral, que em todos esses casos, mutatis mutandis, o Espírito se exterioriza do seu corpo carnal no local onde se encontra e assim desdobrado manifesta-se em outros  lugares em 
variadíssimas condições e circunstâncias, mas nunca ao mesmo tempo e jamais em dupla individualidade. 

Livro: MEDIUNIDADE
Autor: EDGARD ARMOND.

paz a todos...

Um comentário:

Verinha disse...

MUITO EDIFICANTE,BEIJOS ,TE ESPERO NO MEU BLOG .FICA COM DEUS.