7.2.11

A Segurança do Trabalho



Atendendo a instruções de Emmanuel, Chico iniciava os traba­lhos no “Centro Espírita Luiz Gonzaga”às oito da noite, encerran­do-os às dez horas, enquanto freqüentou sozinho a instituição.

Fazia a prece de abertura, orava e, depois, lia páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”,de Allan Kardec, comentando-as, em voz alta, para os desencarnados.

Pessoas da família indagavam sobre aquela resolução de “falar sozinho”, entretanto, o Médium explicava:

— Há muitos espíritos freqüentando a casa. Chegam descon­solados e tristes e Emmanuel afirma que a obra de evangelização é necessária a todos nós. Não podemos parar...

Certa noite, uma senhora desencarnada em Pedro Leopoldo conversava com o Chico no salão do Centro, em que ele se achava aparentemente sozinho e o diálogo seguia, curioso:

— Tenhamos fé em Jesus, minha irmã.

— Não desespere. Com a paciência alcançaremos a paz.

— Sem calma, tudo piora.

— Com o tempo, a senhora, verá que tudo está certo como está.

A conversação prosseguia assim, quando uma das irmãs do Médium, escutando-lhe a palavra, debruçada em janela próxima, per­guntou-lhe em voz alta:

— Chico, quem está conversando com você?

— Dona Chiquinha de Paula.

— Que história é esta? Dona Chiquinha já morreu...

— Ah! você é que pensa... Ela está bem viva.

A irmã do rapaz, alvoroçada, comunicou aos familiares o que ocorria.

Chico devia estar maluco.

Era preciso medicá-lo, socorrê-lo.

Outras irmãs do Médium, porém, apressaram-se a observar que ele trabalhava, corretamente, todos os dias.

Seria justo dar por louco um irmão que era amigo e útil?

Ficou então estabelecido em família que, enquanto o Chico estivesse firme no serviço, ninguém cogitaria de considerá-lo um alienado mental.

Desse modo, o Chico Xavier costuma dizer que o trabalho de cada dia, com a bênção de Deus, tem sido para ele a melhor segurança.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier - 30
Ramiro Gama

bjs,soninha

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