3.2.11

Uma Boa Lição



Adoecera um dos irmãos do grupo.

Reumatismo complicado e renitente.

Um amigo ensinou a aplicação de uma erva que somente se desenvolve em cavernas do subsolo.

Chico e José Xavier, tendo por acompanhante um belo cão que lhes pertencia, de nome Lorde, vão a uma grande lapa, das muitas que existem nas cercanias de Pedro Leopoldo; em caminho começam a conversar.

Falavam a respeito de certos amigos e comentavam:

- Beltrano não serve.

- Fulano é muito esquisito.

- Sicrano é imprestável.

Quando as críticas iam inflamadas, o Espírito de Dona Maria João de Deus aparece ao Chico e aconselha: Vocês não devem falar mal de ninguém. Todos necessitamos uns dos outros. Julgar pelas aparências é péssimo hábito. Sempre chega um momento na vida em que precisamos de amparo de criaturas que supomos desprezíveis.

O Médium transmitiu ao irmão quanto ouvira e calaram-se ambos.

Chegaram à caverna e José, segurando Lorde por uma corda, desceu à frente.

Depois de longa busca, encontraram a erva medicinal.

Contudo, quando se voltavam para o retorno, perderam a noção do caminho sob as grandes abóbadas de pedra.

De vela acesa, procuraram debalde a saída.

Gritaram, mas receberam o eco da própria voz.

Quando a luz se mostrava quase extinta, recordaram-se da prece.

Oraram.

Dona Maria João de Deus apareceu ao Médium e considerou:

- Temos agora a prática do ensinamento a que nos reportamos na estrada.

Vocês podem saber muita coisa, mas agora precisam do cão. Soltem o Lorde e sigam-lhe os passos. Ele sabe o caminho da volta.

Assim fizeram. E acompanhando o animal, venceram o labirinto em alguns minutos.

Lá fora, à luz do dia, entreolharam-se surpresos, meditaram na lição recebida e renderam graças a Deus.


Livro:Lindos Casos de Chico Xavier - 24
Ramiro Gama


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