18.6.11

Página ao Homem



Romeiro da ansiedade, em lágrimas avanças,
A estrada é solidão enquanto a luz declina,
Esbravejam bulcões na tela vespertina,
Faz-se a noite aguaceiro em súbitas mudanças!...


Nem estrelas no céu, nem lar nas vizinhanças,
Mais granizo a descer, mais sombra, mais neblina...
A tempestade ruge, o caos troa e domina,
A calhaus e marnéis mais trôpego te lanças!...


Não temas! Segue e vence a lúrida procela,
Não procures saber se o frio te enregela,
Nem te prendas ao fel da senda atormentada...


Resguarda-te na fé! Sofre, luta, porfia!...
Renascerá da treva a bênção de outro dia
Nos caminhos de sol da nova madrugada.


Alceu Wamost

Livro: Poetas Redivivos
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

bjs,soninha

Um comentário:

Regina Coeli Carvalho disse...

Amém!
Luz e Paz procê.
Meu abraço.