14.2.11

Cartas de Uma Morta


CARTAS DE UMA MORTA
Maria João de Deus

Cartas de uma Morta é a única obra de Da. Maria João de Deus, espírito que foi na terra a abnegada mãezinha de Francisco Cândido Xavier. Quando o médium fala de sua progenitora, seus olhos se enternecem e seu coração, já tão grande, torna-se gigante dentro das recordações da distante meninice em Pedro Leopoldo (MG), seu torrão natal.

Diz Chico Xavier que as zonas inferiores do plano espiritual não se encontram tão repletas de sofredores, unicamente em virtude do dedicado amor de mãe. No momento exato em que os complexos de culpa agravam os castigos de cada criatura, desterrando-a, por força do mecanismo divino, às zonas umbralinas, lá chega o carinho materno e usando de todos os recursos que lhe faculta seu elevado sentimento, colhe em seu regaço os seus filhos, afastando-os para lugares de refazimento e paz.

As páginas que vão ler são de autoria daquela que foi, na Terra, a minha mãe muita querida.

Minha progenitora chamava-se Maria João de Deus e desencarnou nesta cidade, em 29 de Setembro de 1915. Filha de uma lavadeira humilde, de Santa Luiza do Rio das Velhas, ela não pode receber uma educação esmerada; mas, todos os que a conheceram, afirmam que os sentimentos do seu coração substituíram a cultura que lhe faltava.

Quando o seu bondoso espírito se comunicou por meu intermédio, pela primeira vez, eu lhe pedi que me contasse as impressões iniciais da sua vida no outro mundo, recebendo a promessa de que havia de fazer oportunamente; e, há pouco tempo, ela começou a escrever, por intermédio da minha mediunidade, estas cartas que vão ler.

Eu contava cinco anos de idade, quando minha mãe desencarnou; mas, mesmo assim, nunca pude esquecê-la e, ultimamente, graças ao Espiritismo, ouço a sua voz, comunico-me com ela e ao seu espírito generoso devo os melhores instantes de consolo espiritual da minha vida.

Aí estão, minha mãe, as tuas páginas. Elas vão ser vendidas em benefício das órfãzinhas. Deus permita que os pequeninos, que sofrem, recebam um conforto em teu nome, e que a Misericórdia Divina te auxilie, multiplicando as tuas luzes na vida espiritual.

Francisco Cândido Xavier
(Pedro Leopoldo - MG, 25 de junho de 1935)


bjs,soninha

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